Dia 15/08. O Mestre de Cerimônias é aquele que prepara e ordena o caminho para a entrada no Templo. Cabe-lhe harmonizar os presentes, orientar cada participante e conduzi-los do mundo exterior ao espaço sagrado, onde a consciência deve prevalecer sobre as distrações da vida cotidiana.
Antes que as portas do Templo sejam abertas, o Mestre conduz todos ao silêncio e à introspecção. É nesse instante que cada um deve voltar-se para o próprio interior, examinando pensamentos, sentimentos, intenções e desejos.
Sob a Luz de Lúcifer, o Senhor da Luz, cada consciência é chamada a despertar.
Sua Luz não representa submissão cega, mas o fogo do conhecimento que dissipa as sombras da ignorância. É a chama que convida o ser humano a conhecer a si mesmo, reconhecer suas fraquezas, desenvolver suas virtudes e assumir responsabilidade por seus próprios atos.
No espaço de preparação, o silêncio deve ser respeitado. O Mestre de Cerimônias observa se todos se encontram devidamente preparados, não apenas em suas vestes, mas principalmente em seu estado de espírito. Aquele que atravessa os portais do Templo deve fazê-lo consciente da solenidade de seus passos.
Antes de entrar, cada um deve perguntar a si mesmo:
Minha mente está livre das perturbações do mundo exterior?
Meu coração está livre do rancor?
Minha vontade está firme?
Estou preparado para contemplar a Luz e também reconhecer a minha própria sombra?
Pois aquele que procura a Luz deve possuir coragem para olhar aquilo que permanece oculto dentro de si.
Quando o Mestre percebe inquietação ou despreparo, deve incentivar todos a aprofundarem sua meditação. Que cada pensamento inútil seja afastado, que cada ressentimento seja examinado e que cada medo seja colocado diante da chama da consciência.
Que a Luz de Lúcifer ilumine aquilo que estava escondido.
Que sua chama revele o conhecimento.
Que sua presença simbólica recorde ao iniciado que nenhuma verdadeira iluminação nasce da ignorância, do medo ou da obediência inconsciente.
Cada um deve compreender que entrar no Templo significa atravessar simbolicamente um limiar. Do lado de fora permanece o ruído do mundo; do lado de dentro começa o trabalho sobre si mesmo.
Por isso, aquele que carregar ódio contra seu semelhante deverá procurar compreender a origem desse sentimento antes de atravessar os portais. Aquele que estiver dominado pela ira deverá recuperar o domínio de si. Aquele que estiver obscurecido pelo orgulho deverá lembrar-se de que a verdadeira grandeza nasce do conhecimento de si mesmo.
Sob a Luz do Senhor da Luz, não buscamos esconder nossas sombras.
Buscamos compreendê-las.
Não buscamos fugir de nossas imperfeições.
Buscamos transformá-las.
Não buscamos ajoelhar nossa consciência.
Buscamos despertá-la.
Assim, quando finalmente as portas do Templo se abrirem, cada participante deverá atravessá-las consciente de que leva consigo uma centelha.
A centelha da razão.
A chama da vontade.
O fogo do conhecimento.
E a Luz de Lúcifer, enquanto símbolo da iluminação e da consciência, deverá recordar a todos que o verdadeiro Templo começa dentro daquele que ousa conhecer a si mesmo.
QUE A LUZ REVELE.
QUE O CONHECIMENTO LIBERTE.
QUE A VONTADE CONDUZA.
E QUE A CHAMA DO SENHOR DA LUZ JAMAIS SE APAGUE NAQUELES QUE BUSCAM A SABEDORIA.