Os 72 Daemons da Ars Goetia: Lista Completa, Hierarquia, História e Guia
Quem são os 72 Daemons da Ars Goetia?
Bael.
Paimon.
Astaroth.
Asmodeus.
Stolas.
Orobas.
Belial.
Dantalion.
Esses nomes aparecem hoje em livros, vídeos, jogos, músicas, redes sociais e diferentes correntes esotéricas.
Mas muito antes de se tornarem personagens da cultura popular contemporânea, eles passaram a integrar um dos catálogos de espíritos mais influentes do ocultismo ocidental:
a Ars Goetia.
A Ars Goetia apresenta uma sequência de 72 espíritos, organizados sob títulos como:
Rei;
Duque;
Príncipe;
Marquês;
Presidente;
Conde;
Cavaleiro.
Cada espírito recebe no texto:
um número;
um nome;
uma posição hierárquica;
uma aparência tradicional;
determinadas atribuições;
um número de legiões;
e, na tradição manuscrita do Lemegeton, um selo ou caráter.
Mas existe algo que precisa ficar claro desde o início:
a Ars Goetia não é simplesmente uma lista atemporal de 72 demônios que permaneceu idêntica desde a Antiguidade.
Ela pertence a uma longa história de:
manuscritos;
catálogos de espíritos;
magia salomônica;
demonologia;
traduções;
cópias;
reorganizações;
e interpretações posteriores.
Até mesmo nomes, grafias, ordem e descrições podem variar entre fontes.
Por isso, este guia não pretende apenas responder:
“Quais são os 72 demônios da Goétia?”
Nossa intenção é construir algo mais útil:
um mapa para compreender de onde veio a lista, como ela funciona, quais são seus 72 espíritos e onde estudar cada um deles individualmente.
Esta página será o hub central da Ars Goetia no Templo de Lúcifer.
Os artigos individuais aprofundarão cada espírito.
Aqui construiremos o mapa completo.
Resposta rápida: quais são os 72 espíritos da Ars Goetia?
Na ordem tradicional mais difundida da Ars Goetia, são:
- Bael
- Agares
- Vassago
- Samigina ou Gamigin
- Marbas
- Valefor
- Amon
- Barbatos
- Paimon
- Buer
- Gusion
- Sitri
- Beleth
- Leraje
- Eligos
- Zepar
- Botis
- Bathin
- Sallos
- Purson
- Marax ou Morax
- Ipos
- Aim
- Naberius
- Glasya-Labolas
- Bune
- Ronove
- Berith
- Astaroth
- Forneus
- Foras
- Asmoday
- Gaap
- Furfur
- Marchosias
- Stolas
- Phenex
- Halphas
- Malphas
- Raum
- Focalor
- Vepar
- Sabnock
- Shax
- Vine
- Bifrons
- Vual
- Haagenti
- Crocell
- Furcas
- Balam
- Alloces
- Caim
- Murmur
- Orobas
- Gremory
- Ose
- Amy
- Orias
- Vapula
- Zagan
- Valac
- Andras
- Haures
- Andrealphus
- Cimejes
- Amdusias
- Belial
- Decarabia
- Seere
- Dantalion
- Andromalius
Essa lista, porém, é apenas o começo.
Para compreendê-la precisamos descobrir o que é a própria Goétia.
O que significa Goétia?
A palavra Goétia possui uma história muito anterior ao Lemegeton.
Ela deriva do grego goēteia e de termos relacionados a goēs.
Ao longo da Antiguidade, essas palavras podiam estar relacionadas a práticas consideradas:
feitiçaria;
encantamento;
lamentação ritual;
magia;
conjuração.
Em diferentes períodos, receberam conotações diferentes.
Por isso, não devemos afirmar que:
“Goétia sempre significou invocar exatamente os 72 demônios de Salomão.”
Não significou.
A expressão Ars Goetia, da maneira como é utilizada neste artigo, refere-se especificamente à primeira parte da tradição manuscrita conhecida como:
LEMEGETON CLAVICULA SALOMONIS
popularmente:
A Chave Menor de Salomão.
O que é o Lemegeton?
O Lemegeton Clavicula Salomonis é uma compilação de textos mágicos preservada em manuscritos modernos, especialmente do século XVII.
Não devemos imaginar que o livro físico tenha sido escrito pelo rei bíblico Salomão.
Sua atribuição a Salomão pertence à extensa tradição de literatura:
salomônica.
Essa literatura atribuía ao famoso rei:
sabedoria;
conhecimento de espíritos;
autoridade sobre entidades;
segredos mágicos.
A autoria salomônica funciona, portanto, como forma de:
autoridade tradicional.
Historicamente, o Lemegeton é uma compilação muito posterior ao período em que um Salomão histórico teria vivido.
A tradição manuscrita preservada é anônima e reúne materiais de origens diferentes.
Os cinco livros do Lemegeton
O Lemegeton normalmente é organizado em cinco partes:
1. Ars Goetia
Catálogo dos 72 espíritos que estudaremos nesta página.
2. Theurgia-Goetia
Trabalha com outra classe de espíritos, especialmente espíritos aéreos organizados segundo direções e hierarquias.
3. Ars Paulina
Relaciona-se a inteligências ou espíritos ligados às horas e a divisões astrológicas.
4. Ars Almadel
Apresenta operações relacionadas a seres associados a diferentes altitudes ou regiões celestes.
5. Ars Notoria
Relaciona-se a uma tradição de orações e práticas voltadas à obtenção de:
conhecimento;
memória;
eloquência;
sabedoria.
Portanto:
Ars Goetia e Lemegeton não são exatamente a mesma coisa.
A Ars Goetia é:
uma parte do Lemegeton.
A Ars Goetia é realmente medieval?
Essa pergunta exige precisão.
Os materiais que contribuíram para sua formação possuem raízes anteriores.
Mas a forma do Lemegeton preservada nos principais manuscritos pertence ao início da modernidade, especialmente à tradição inglesa do século XVII.
A transcrição moderna de Joseph H. Peterson utiliza como texto-base o manuscrito British Library Sloane MS 3825, comparando variantes de outros testemunhos manuscritos.
Isso é importante porque mostra:
não existe um único manuscrito perfeito do qual todas as edições modernas tenham sido simplesmente copiadas.
Existe:
transmissão textual.
E transmissão produz:
variações.
Antes dos 72: Johann Weyer
Para compreender a Ars Goetia, precisamos conhecer:
JOHANN WEYER
também conhecido como:
Johannes Wier;
Johann Wier;
Wierus.
Em 1577, uma edição de sua obra De Praestigiis Daemonum passou a incluir como apêndice um catálogo conhecido como:
PSEUDOMONARCHIA DAEMONUM
ou:
Falsa Monarquia dos Demônios.
Esse detalhe é importante porque frequentemente encontramos a data:
1563
atribuída à Pseudomonarchia.
1563 corresponde à primeira edição da obra principal De Praestigiis Daemonum.
O catálogo Pseudomonarchia Daemonum aparece posteriormente, em 1577.
Essa diferença cronológica deve ser preservada.
Quantos espíritos existem na Pseudomonarchia?
A Pseudomonarchia apresenta um catálogo próximo daquele que posteriormente encontramos na Goétia.
Mas não é simplesmente:
a mesma lista de 72.
Ela possui menos entradas.
A tradição é normalmente contada como contendo 69 espíritos, embora problemas de numeração e transmissão tenham produzido diferentes contagens em determinadas edições.
Entre as diferenças mais importantes:
Vassago;
Seere;
Dantalion;
Andromalius
não aparecem no catálogo de Weyer da mesma maneira que aparecem na posterior Ars Goetia.
Por outro lado, Pruflas aparece na Pseudomonarchia e não ocupa lugar na lista canônica dos 72 da Goétia.
Isso demonstra algo fundamental:
os 72 da Ars Goetia são resultado de desenvolvimento textual.
Não devemos projetar a lista final sobre todas as fontes anteriores.
A Ars Goetia copiou Johann Weyer?
“Copiou” seria uma palavra simplificadora.
É melhor dizer:
a tradição da Ars Goetia depende fortemente do catálogo textual que também conhecemos através de Weyer e Reginald Scot, reorganizando-o e acrescentando outros materiais.
Em 1584, Reginald Scot publicou The Discoverie of Witchcraft.
A obra continha tradução inglesa de material relacionado ao catálogo de Weyer.
Essa transmissão é particularmente importante para a formação da versão inglesa posteriormente incorporada ao Lemegeton.
Assim podemos representar uma parte da linhagem:
catálogos anteriores de espíritos
↓
Johann Weyer — Pseudomonarchia Daemonum
↓
Reginald Scot — tradução inglesa
↓
compilador(es) do Lemegeton
↓
Ars Goetia dos 72 espíritos
Essa árvore é simplificada.
Mas é muito mais historicamente útil do que afirmar:
“Salomão escreveu diretamente os 72 nomes.”
Então quem criou os 72?
Não conhecemos um único autor que possamos apontar e dizer:
“Foi essa pessoa que criou a lista inteira.”
O catálogo é resultado de:
transmissão;
compilação;
reorganização.
Diversos nomes já estavam presentes em fontes anteriores.
Alguns possuem histórias ainda mais antigas.
Outros são muito difíceis de rastrear.
A Ars Goetia funciona como uma:
sistematização.
Ela coloca os espíritos dentro de uma sequência organizada e fornece para cada um:
posição;
aparência;
atribuições;
legiões;
selo.
Por que exatamente 72?
Essa questão é particularmente interessante.
A lista anterior de Weyer não chegava da mesma forma aos 72.
A tradição goética posterior, porém, organiza:
72 espíritos.
Joseph H. Peterson observa que essa expansão parece relacionar-se à importância numerológica do número 72 e produziu uma espécie de correspondência com a conhecida tradição dos:
72 nomes ou anjos associados ao Shem HaMephorash.
Precisamos escrever isso com cuidado.
Não existe necessidade de afirmar:
“Está absolutamente provado que o autor escolheu 72 exclusivamente para criar pares com 72 anjos.”
É melhor dizer:
a estrutura de 72 provavelmente não é acidental e foi posteriormente intensamente relacionada à tradição dos 72 nomes.
Essa associação tornou-se particularmente importante no ocultismo moderno.
Os 72 anjos e os 72 demônios formavam originalmente pares?
Essa ideia tornou-se extremamente popular.
Hoje é comum encontrar:
um daemon goético
associado a:
um anjo do Shem HaMephorash.
Mas não devemos projetar automaticamente todo esse sistema de correspondências sobre as camadas mais antigas da Goétia.
Diferentes ocultistas posteriores trabalharam e ampliaram essas associações.
Portanto, quando apresentarmos correspondências angelicais em artigos específicos, elas deverão ser identificadas pela:
fonte que utiliza essa correspondência.
Não como se todas estivessem descritas originalmente junto ao espírito no catálogo goético.
Por que usamos a palavra Daemon?
Neste site utilizamos frequentemente:
Daemon.
Mas precisamos esclarecer.
Os manuscritos e edições históricas podem utilizar termos como:
spirits;
evil spirits;
demons;
devils
e equivalentes.
Daemon é uma escolha editorial moderna que pode ajudar a distinguir:
a entidade estudada dentro de uma tradição esotérica
da:
imagem popular simplificada do “demônio absolutamente maligno”.
Mas não pretendemos afirmar que:
“Daemon” seja a única tradução historicamente correta utilizada pela Ars Goetia.
Quando analisamos um texto antigo:
preservamos a terminologia da fonte.
Quando apresentamos nossa perspectiva:
podemos utilizar Daemon.
Os 72 são necessariamente maus?
A própria pergunta depende da estrutura religiosa utilizada.
A Ars Goetia pertence a um ambiente mágico cristão no qual os espíritos são:
conjurados;
constrangidos;
comandados
através de:
nomes divinos;
círculos;
selos;
orações;
autoridade salomônica.
Portanto, não é historicamente correto pegar uma leitura demonólatra ou luciferiana contemporânea e afirmar:
“O grimório original tratava os 72 como divindades benevolentes que desejavam ser adoradas.”
Não tratava.
Da mesma forma, uma corrente contemporânea não precisa necessariamente manter:
a teologia do compilador cristão.
A chave é distinguir:
texto histórico
de:
reinterpretação moderna.
A Ars Goetia é um texto luciferiano?
Não originalmente.
Essa distinção é fundamental para este site.
A Ars Goetia pertence à tradição:
grimorial;
salomônica;
cerimonial.
O Luciferianismo moderno possui outra história.
Hoje determinadas correntes luciferianas podem:
estudar;
reinterpretar;
trabalhar com;
ou incorporar
espíritos da Goétia.
Mas isso não transforma retroativamente a Ars Goetia em:
“um antigo livro luciferiano.”
No Templo de Lúcifer procuramos manter essa diferença.
O que significa a hierarquia da Goétia?
Os espíritos recebem títulos como:
Rei;
Duque;
Príncipe;
Marquês;
Presidente;
Conde;
Cavaleiro.
Isso cria uma estrutura semelhante a uma:
corte.
Mas precisamos evitar uma interpretação excessivamente literal.
Esses títulos refletem também a linguagem política e social disponível para os autores e copistas europeus.
Uma hierarquia espiritual é descrita utilizando categorias familiares da:
nobreza;
governo;
autoridade.
Isso não significa que tenhamos evidência histórica de um “Estado infernal” funcionando exatamente como uma monarquia europeia.
Os principais títulos
Rei
Entre as posições mais elevadas da hierarquia.
Exemplos:
Bael;
Paimon;
Beleth;
Asmoday;
Belial.
Duque
É a categoria numericamente mais frequente em muitas classificações da lista.
Exemplos:
Agares;
Astaroth;
Focalor;
Vual;
Dantalion.
Príncipe
Inclui espíritos como:
Vassago;
Sitri;
Stolas;
Orobas;
Seere.
Marquês
Inclui:
Amon;
Leraje;
Forneus;
Marchosias;
Andras.
Presidente
Inclui:
Marbas;
Buer;
Malphas;
Ose;
Amy.
Conde ou Earl
Inclui:
Furfur;
Halphas;
Raum;
Bifrons;
Andromalius.
Cavaleiro
Furcas ocupa uma posição singular na lista e é tradicionalmente apresentado como cavaleiro.
Alguns espíritos possuem mais de um título
Esse detalhe é importante.
A hierarquia não funciona perfeitamente como uma tabela moderna na qual cada espírito cabe em apenas uma categoria.
Determinados espíritos aparecem com títulos combinados.
Por exemplo:
Botis — Presidente e Conde;
Marax/Morax — Conde e Presidente;
Ipos — Conde e Príncipe;
Gaap — Presidente e Príncipe;
Vine — Rei e Conde;
Zagan — Rei e Presidente.
Além disso, diferentes manuscritos e edições podem apresentar variações.
Por isso:
não some mecanicamente as categorias esperando que o resultado seja exatamente 72.
Alguns espíritos pertencem a mais de uma.
O que são as legiões?
As descrições frequentemente dizem que determinado espírito governa:
10;
20;
30;
36;
50;
60;
66
ou outro número de:
legiões de espíritos.
O termo produz imediatamente uma imagem militar.
E isso faz sentido dentro da linguagem hierárquica do texto.
Mas não existe uma tabela histórica confiável dizendo:
“uma legião goética possui exatamente X espíritos.”
Portanto, transformar:
“36 legiões”
em:
um número matemático exato de entidades
exigiria assumir uma equivalência que o próprio catálogo não fornece.
A informação segura é:
o número de legiões funciona como indicador textual de domínio ou séquito atribuído ao espírito.
Quanto maior o número de legiões, mais poderoso o espírito?
Não necessariamente.
Essa é outra conclusão moderna que parece lógica, mas não está estabelecida pelo texto.
Um espírito que governa muitas legiões não precisa automaticamente:
ser mais importante;
ser mais forte;
ser superior
em todas as categorias.
Hierarquia, título, atribuições e legiões formam um sistema mais complexo.
O que são os selos da Goétia?
Cada um dos 72 tornou-se associado a um:
selo
ou:
caráter.
Esses desenhos são hoje provavelmente o aspecto visual mais reconhecido da Goétia.
Mas há uma questão histórica relevante:
os selos goéticos não aparecem da mesma maneira em todas as camadas anteriores dos catálogos de espíritos.
Peterson observa que os sigilos do Lemegeton não aparecem nos manuscritos anteriores do Offices of Spirits que ele conhece.
Isso significa que:
nome do espírito
e
selo hoje associado ao espírito
podem possuir histórias de transmissão diferentes.
Essa é exatamente a espécie de distinção que faremos nos artigos individuais.
Os sigilos são “assinaturas dos demônios”?
Essa expressão é popular.
Mas historicamente é melhor falar:
selo;
caráter;
marca ritual.
Chamar automaticamente cada desenho de:
“assinatura pessoal deixada pela entidade”
já implica uma interpretação espiritual específica.
O grimório utiliza o selo dentro de uma operação ritual.
A metafísica que atribuímos a ele depende da tradição posterior.
Por que as aparências dos espíritos são tão estranhas?
Um rei com três cabeças.
Um homem montado num crocodilo.
Um leão.
Um pássaro.
Um cavalo que assume forma humana.
Um homem segurando uma serpente.
Seres compostos por:
animais;
humanos;
armas;
instrumentos;
fogo.
É fácil imaginar essas descrições como se o grimório fosse:
um manual zoológico do Inferno.
Mas essa não é necessariamente a maneira mais produtiva de estudá-las.
As aparências podem funcionar em diferentes níveis.
Como linguagem visionária
A descrição registra a forma tradicional atribuída à manifestação.
Como simbolismo
Os animais e objetos podem carregar significados culturais.
Como convenção grimorial
Características ajudam a identificar e diferenciar espíritos dentro do catálogo.
Como material para releitura posterior
Ocultistas modernos transformam as imagens em sistemas simbólicos muito mais extensos.
Nos artigos individuais precisamos deixar claro:
qual interpretação pertence a qual época.
Não devemos inventar a origem antiga de cada nome
Esse é um problema recorrente em sites sobre Demonologia.
Um nome desconhecido aparece.
Então alguém tenta ligá-lo imediatamente a:
Egito;
Suméria;
Babilônia;
Grécia;
Cananeus;
Hebraico.
Às vezes existem relações históricas realmente sustentáveis.
Por exemplo:
Astaroth possui uma história particularmente relevante dentro do processo de transformação de nomes religiosos anteriores.
Belial possui longa história textual anterior à Goétia.
Outros nomes podem possuir paralelos plausíveis.
Mas em vários casos:
não sabemos a etimologia com segurança.
Nesse caso, escreveremos:
“a origem permanece incerta.”
Isso é melhor do que inventar uma divindade antiga para preencher a lacuna.
Não atribua Jung a todos os 72 sem evidência
Outro cuidado editorial importante.
Podemos produzir:
interpretações psicológicas contemporâneas.
Mas não deveríamos escrever:
“Segundo Carl Jung, este daemon representa…”
se Jung nunca escreveu sobre aquela entidade.
Podemos dizer:
“Em uma leitura inspirada na psicologia analítica, podemos interpretar…”
Essa diferença protege a credibilidade do site.
A interpretação continua interessante.
Mas sua autoria fica clara.
Como o Templo estudará cada espírito
A partir deste hub, nossos artigos individuais seguirão um padrão.
1. Identificação
Número;
nome;
variantes;
posição;
hierarquia.
2. Fonte grimorial
O que a Ars Goetia realmente afirma.
3. Fontes anteriores
Weyer;
Scot;
outros catálogos;
quando aplicável.
4. História do nome
Apenas quando houver evidência.
5. Aparência tradicional
Sem transformar a descrição automaticamente em fato físico.
6. Atribuições
Separando o texto clássico de correspondências modernas.
7. Variações
Quando manuscritos ou autores discordarem.
8. Recepção moderna
Ocultismo;
Demonolatria;
Luciferianismo;
cultura esotérica.
9. Perspectiva do Templo de Lúcifer
Nossa própria leitura, claramente identificada como contemporânea.
Esse será o padrão editorial do cluster.
Os 72 Daemons da Ars Goetia: lista completa
A tabela abaixo resume a posição, a hierarquia e algumas das principais atribuições textuais tradicionalmente associadas a cada espírito na Ars Goetia.
Ela não substitui os artigos individuais.
Sua função é:
navegação.
1 — Bael
Hierarquia: Rei
Atribuição tradicional resumida: invisibilidade.
Forma descrita: pode aparecer sob formas humanas e animais.
Estudo: Bael — artigo completo.
2 — Agares
Hierarquia: Duque
Atribuições: línguas, fugitivos, movimento, dignidades e terremotos.
Estudo: Agares — artigo completo.
3 — Vassago
Hierarquia: Príncipe
Atribuições: revelar coisas passadas e futuras e localizar coisas ocultas ou perdidas.
Observação: não ocupa o mesmo lugar no catálogo de Weyer.
Estudo: Vassago — artigo completo.
4 — Samigina / Gamigin
Hierarquia: Marquês
Atribuições: ciências liberais e assuntos relacionados às almas dos mortos.
Estudo: Samigina — artigo completo.
5 — Marbas
Hierarquia: Presidente
Atribuições: coisas ocultas, doença e cura, artes mecânicas e transformação.
Estudo: Marbas — artigo completo.
6 — Valefor
Hierarquia: Duque
Atribuição característica: familiaridade acompanhada, no texto, de uma advertência relacionada ao roubo.
Estudo: Valefor — artigo completo.
7 — Amon / Aamon
Hierarquia: Marquês
Atribuições: passado e futuro, reconciliação e relações.
Estudo: Amon — artigo completo.
8 — Barbatos
Hierarquia: Duque
Atribuições: compreender sons de animais, descobrir tesouros, conhecer passado e futuro e reconciliar pessoas.
Estudo: Barbatos — artigo completo.
9 — Paimon
Hierarquia: Rei
Atribuições: artes, ciências, conhecimentos secretos, dignidades e outros ensinamentos.
Estudo: Paimon — artigo completo.
10 — Buer
Hierarquia: Presidente
Atribuições: filosofia, ciências, propriedades de plantas e cura.
Estudo: Buer — artigo completo.
11 — Gusion / Gusoin
Hierarquia: Duque
Atribuições: respostas sobre assuntos passados, presentes e futuros, reconciliação e honra.
Estudo: Gusion — artigo completo.
12 — Sitri
Hierarquia: Príncipe
Atribuições: desejo e atração entre pessoas.
Estudo: Sitri — artigo completo.
13 — Beleth
Hierarquia: Rei
Atribuição principal: amor.
Estudo: Beleth — artigo completo.
14 — Leraje / Leraye
Hierarquia: Marquês
Atribuições: conflito, batalha e ferimentos tradicionalmente associados a flechas.
Estudo: Leraje — artigo completo.
15 — Eligos / Eligor
Hierarquia: Duque
Atribuições: coisas ocultas, guerras, acontecimentos futuros e favor de pessoas importantes.
Estudo: Eligos — artigo completo.
16 — Zepar
Hierarquia: Duque
Atribuições: relações amorosas e, no texto tradicional, esterilidade.
Estudo: Zepar — artigo completo.
17 — Botis
Hierarquia: Presidente e Conde
Atribuições: passado, futuro e reconciliação entre amigos e inimigos.
Estudo: Botis — artigo completo.
18 — Bathin
Hierarquia: Duque
Atribuições: propriedades de ervas e pedras e transporte entre lugares.
Estudo: Bathin — artigo completo.
19 — Sallos / Saleos
Hierarquia: Duque
Atribuição principal: relações amorosas.
Estudo: Sallos — artigo completo.
20 — Purson
Hierarquia: Rei
Atribuições: coisas ocultas, tesouros, passado, presente e futuro e questões sobre a criação.
Estudo: Purson — artigo completo.
21 — Marax / Morax
Hierarquia: Conde e Presidente
Atribuições: astronomia, ciências liberais, propriedades de ervas e pedras.
Estudo: Marax — artigo completo.
22 — Ipos
Hierarquia: Conde e Príncipe
Atribuições: passado e futuro e qualidades relacionadas a inteligência e coragem.
Estudo: Ipos — artigo completo.
23 — Aim / Aym
Hierarquia: Duque
Atribuições: conhecimento de assuntos privados e imagens ligadas a fogo e destruição.
Estudo: Aim — artigo completo.
24 — Naberius
Hierarquia: Marquês
Atribuições: artes, ciências, retórica e restauração de honra ou dignidades.
Estudo: Naberius — artigo completo.
25 — Glasya-Labolas
Hierarquia: Presidente e Conde
Atribuições: artes e ciências, passado e futuro, relações e invisibilidade; a descrição tradicional também contém aspectos violentos.
Estudo: Glasya-Labolas — artigo completo.
26 — Bune / Bime
Hierarquia: Duque
Atribuições: eloquência, riqueza, respostas e assuntos relacionados aos mortos.
Estudo: Bune — artigo completo.
27 — Ronove / Ronové
Hierarquia: Marquês e Conde
Atribuições: retórica, línguas e relações de serviço ou favor.
Estudo: Ronove — artigo completo.
28 — Berith
Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, dignidades e transformação de metais em determinadas versões da tradição.
Estudo: Berith — artigo completo.
29 — Astaroth
Hierarquia: Duque
Atribuições: respostas sobre passado, presente e futuro, segredos e ciências.
Estudo: Astaroth — artigo completo.
30 — Forneus
Hierarquia: Marquês
Atribuições: retórica, línguas, reputação e relações sociais.
Estudo: Forneus — artigo completo.
31 — Foras
Hierarquia: Presidente
Atribuições: propriedades de plantas e pedras, lógica, ética, eloquência, longevidade e tesouros.
Estudo: Foras — artigo completo.
32 — Asmoday / Asmodeus
Hierarquia: Rei
Atribuições: aritmética, astronomia, geometria, artes e conhecimentos diversos.
Estudo: Asmoday — artigo completo.
33 — Gaap
Hierarquia: Presidente e Príncipe
Atribuições: filosofia, ciências, relações, respostas e transporte.
Estudo: Gaap — artigo completo.
34 — Furfur
Hierarquia: Conde
Atribuições: relações amorosas, tempestades, trovões e respostas sobre assuntos secretos ou divinos.
Estudo: Furfur — artigo completo.
35 — Marchosias
Hierarquia: Marquês
Atribuições: combate e respostas a perguntas.
Estudo: Marchosias — artigo completo.
36 — Stolas
Hierarquia: Príncipe
Atribuições: astronomia e propriedades de ervas e pedras preciosas.
Estudo: Stolas — artigo completo.
37 — Phenex / Phoenix
Hierarquia: Marquês
Atribuições: ciências e poesia.
Estudo: Phenex — artigo completo.
38 — Halphas
Hierarquia: Conde
Atribuições: construções militares, armas e guerra.
Estudo: Halphas — artigo completo.
39 — Malphas
Hierarquia: Presidente
Atribuições: construção de estruturas, conhecimento dos planos dos inimigos e obtenção de auxiliares.
Estudo: Malphas — artigo completo.
40 — Raum
Hierarquia: Conde
Atribuições: obtenção de tesouros, destruição de dignidades, conhecimento do passado e futuro e reconciliação.
Estudo: Raum — artigo completo.
41 — Focalor
Hierarquia: Duque
Atribuições: ventos, águas, navios e perigos relacionados ao mar.
Estudo: Focalor — artigo completo.
42 — Vepar
Hierarquia: Duque
Atribuições: águas, navios e ferimentos descritos no texto tradicional.
Estudo: Vepar — artigo completo.
43 — Sabnock / Sabnac
Hierarquia: Marquês
Atribuições: fortalezas, armas e ferimentos.
Estudo: Sabnock — artigo completo.
44 — Shax
Hierarquia: Marquês
Atribuições: perda temporária de percepção ou compreensão, retirada de objetos e descoberta de coisas ocultas.
Estudo: Shax — artigo completo.
45 — Vine / Viné
Hierarquia: Rei e Conde
Atribuições: descobrir coisas ocultas, identificar práticas mágicas e construir ou destruir estruturas.
Estudo: Vine — artigo completo.
46 — Bifrons
Hierarquia: Conde
Atribuições: astrologia, geometria, propriedades de materiais e assuntos relacionados aos mortos e sepulturas.
Estudo: Bifrons — artigo completo.
47 — Vual / Uvall / Voval
Hierarquia: Duque
Atribuições: relações, amizade e conhecimento do passado, presente e futuro.
Estudo: Vual — artigo completo.
48 — Haagenti
Hierarquia: Presidente
Atribuições: sabedoria e transformações simbólicas ou materiais, incluindo líquidos e metais na descrição tradicional.
Estudo: Haagenti — artigo completo.
49 — Crocell / Procel
Hierarquia: Duque
Atribuições: geometria, ciências, sons e águas.
Estudo: Crocell — artigo completo.
50 — Furcas
Hierarquia: Cavaleiro
Atribuições: filosofia, astrologia, retórica, lógica e diferentes artes divinatórias descritas na tradição.
Estudo: Furcas — artigo completo.
51 — Balam
Hierarquia: Rei
Atribuições: passado, presente e futuro, inteligência e invisibilidade.
Estudo: Balam — artigo completo.
52 — Alloces / Allocer
Hierarquia: Duque
Atribuições: astronomia, ciências e auxiliares espirituais.
Estudo: Alloces — artigo completo.
53 — Caim / Camio
Hierarquia: Presidente
Atribuições: compreensão de vozes de animais e águas, respostas sobre o futuro e argumentação.
Estudo: Caim — artigo completo.
54 — Murmur
Hierarquia: Duque e Conde
Atribuições: filosofia e assuntos relacionados aos espíritos dos mortos.
Estudo: Murmur — artigo completo.
55 — Orobas
Hierarquia: Príncipe
Atribuições: passado, presente e futuro, dignidades, favor, assuntos religiosos e respostas consideradas fiéis no texto.
Estudo: Orobas — artigo completo.
56 — Gremory / Gamori
Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, tesouros e relações amorosas.
Estudo: Gremory — artigo completo.
57 — Ose / Oso
Hierarquia: Presidente
Atribuições: ciências, conhecimentos secretos e transformação da percepção ou identidade na descrição tradicional.
Estudo: Ose — artigo completo.
58 — Amy
Hierarquia: Presidente
Atribuições: astrologia, ciências, auxiliares e tesouros.
Estudo: Amy — artigo completo.
59 — Orias / Oriax
Hierarquia: Marquês
Atribuições: astrologia, mansões planetárias, transformação, dignidades e favor.
Estudo: Orias — artigo completo.
60 — Vapula / Naphula
Hierarquia: Duque
Atribuições: artes manuais, profissões, filosofia e ciências.
Estudo: Vapula — artigo completo.
61 — Zagan
Hierarquia: Rei e Presidente
Atribuições: inteligência e transformações de substâncias descritas simbolicamente no texto.
Estudo: Zagan — artigo completo.
62 — Valac / Volac
Hierarquia: Presidente
Atribuições: tesouros e serpentes.
Estudo: Valac — artigo completo.
63 — Andras
Hierarquia: Marquês
Atribuição tradicional: discórdia; sua descrição é uma das mais abertamente violentas do catálogo.
Estudo: Andras — artigo completo.
64 — Haures / Flauros
Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, assuntos divinos e enfrentamento de adversários.
Estudo: Haures — artigo completo.
65 — Andrealphus
Hierarquia: Marquês
Atribuições: geometria, astronomia, mensuração e transformação.
Estudo: Andrealphus — artigo completo.
66 — Cimejes / Kimaris
Hierarquia: Marquês
Atribuições: gramática, lógica, retórica, descoberta de coisas ocultas ou perdidas e qualidades guerreiras.
Estudo: Cimejes — artigo completo.
67 — Amdusias / Amducious
Hierarquia: Duque
Atribuições: música, instrumentos e movimentos associados a árvores na descrição tradicional.
Estudo: Amdusias — artigo completo.
68 — Belial
Hierarquia: Rei
Atribuições: dignidades, cargos, favor e auxiliares.
Observação: Belial possui uma história textual muito anterior à Ars Goetia e merece análise histórica independente.
Estudo: Belial — artigo completo.
69 — Decarabia
Hierarquia: Marquês
Atribuições: propriedades de aves, ervas e pedras.
Estudo: Decarabia — artigo completo.
70 — Seere / Sear
Hierarquia: Príncipe
Atribuições: movimento rápido, transporte, abundância, coisas ocultas e recuperação de objetos.
Observação: não aparece da mesma maneira no catálogo de Weyer.
Estudo: Seere — artigo completo.
71 — Dantalion
Hierarquia: Duque
Atribuições: artes e ciências, pensamentos, mudança de disposições, relações e visões.
Observação: não integra o catálogo de Weyer da mesma maneira.
Estudo: Dantalion — artigo completo.
72 — Andromalius
Hierarquia: Conde
Atribuições: identificar ladrões e objetos roubados, revelar ações ocultas, punição e tesouros escondidos.
Observação: é o último espírito da sequência da Ars Goetia e não aparece no catálogo de Weyer da mesma maneira.
Estudo: Andromalius — artigo completo.
Como usar esta lista
Esta página não deve funcionar como:
72 miniartigos colocados um abaixo do outro.
Essa era uma limitação do formato anterior.
A função daqui para frente é outra.
Ao clicar no nome de:
Bael;
Paimon;
Forneus;
Vual;
Orobas;
Dantalion
ou outro espírito, o leitor deverá chegar ao:
artigo individual.
Lá estará:
história;
fontes anteriores;
variações;
aparência;
atribuições completas;
análise crítica;
recepção moderna;
perspectiva luciferiana.
Assim criamos uma biblioteca:
Hub → espírito individual → Hub.
Organização dos 72 por hierarquia
Outra maneira de estudar o catálogo é agrupá-lo segundo os títulos tradicionais.
Reis
Entre os espíritos tradicionalmente classificados como reis estão:
Bael;
Paimon;
Beleth;
Purson;
Asmoday;
Vine;
Balam;
Zagan;
Belial.
Observe que Vine e Zagan também aparecem com outros títulos em classificações tradicionais.
Duques
A categoria inclui um número particularmente grande de espíritos, como:
Agares;
Valefor;
Barbatos;
Gusion;
Eligos;
Zepar;
Bathin;
Sallos;
Aim;
Bune;
Berith;
Astaroth;
Focalor;
Vepar;
Vual;
Crocell;
Alloces;
Murmur;
Gremory;
Vapula;
Haures;
Amdusias;
Dantalion.
Murmur possui também título de Conde.
Príncipes
Entre eles:
Vassago;
Sitri;
Ipos;
Gaap;
Stolas;
Orobas;
Seere.
Ipos e Gaap também possuem títulos adicionais.
Marqueses
Incluem:
Samigina;
Amon;
Leraje;
Naberius;
Ronove;
Forneus;
Marchosias;
Phenex;
Sabnock;
Shax;
Orias;
Andras;
Andrealphus;
Cimejes;
Decarabia.
Presidentes
Incluem:
Marbas;
Buer;
Botis;
Marax;
Glasya-Labolas;
Foras;
Gaap;
Malphas;
Haagenti;
Caim;
Ose;
Amy;
Zagan;
Valac.
Alguns acumulam outro título.
Condes
Entre os espíritos apresentados como condes ou earls encontramos:
Botis;
Marax;
Ipos;
Ronove;
Furfur;
Halphas;
Raum;
Vine;
Bifrons;
Murmur;
Andromalius.
Novamente:
a sobreposição mostra por que não devemos interpretar a hierarquia como uma planilha administrativa moderna.
Cavaleiro
A lista possui uma posição particularmente singular:
Furcas.
Ele é tradicionalmente descrito como:
Knight — Cavaleiro.
O que as atribuições realmente significam?
Quando o texto diz que um espírito:
“ensina todas as ciências”;
“faz alguém invisível”;
“transforma metais”;
“revela o futuro”;
“descobre tesouros”;
“reconcilia amigos”,
temos pelo menos três maneiras de ler.
Leitura histórica
É aquilo que o grimório atribui ao espírito dentro de sua cosmologia.
Leitura praticante
Uma pessoa pode considerar essas faculdades poderes espirituais literais.
Leitura simbólica
Outra pessoa pode interpretá-las psicologicamente ou filosoficamente.
As três leituras não devem ser misturadas sem identificação.
Não transforme interpretação moderna em tradução do grimório
Imagine que um artigo diga:
“Orobas é o daemon da integridade interior.”
Isso pode ser uma interpretação luciferiana interessante.
Mas se a Ars Goetia não utiliza essa expressão, devemos escrever:
“Na interpretação do Templo de Lúcifer, a fidelidade atribuída a Orobas permite uma leitura relacionada à integridade.”
Agora sabemos:
de onde surgiu a interpretação.
Essa transparência será um dos principais diferenciais desta biblioteca.
Os 72 podem ser organizados por “poderes”?
Podemos criar grupos temáticos modernos para facilitar a navegação.
Mas precisamos deixar claro:
essas categorias são editoriais.
A Ars Goetia não possui necessariamente capítulos chamados:
“demônios do conhecimento”;
“demônios do dinheiro”;
“demônios do amor”.
Nós é que agrupamos atribuições semelhantes.
Conhecimento e ciências
Espíritos frequentemente associados no texto a algum tipo de conhecimento incluem:
Paimon;
Buer;
Marax;
Naberius;
Foras;
Asmoday;
Gaap;
Stolas;
Phenex;
Furcas;
Alloces;
Amy;
Vapula;
Dantalion.
Mas suas atribuições são diferentes.
Não existe um único “daemon da sabedoria” que substitua todos os demais.
Passado, presente e futuro
Vários espíritos recebem atribuições relacionadas ao conhecimento temporal, entre eles:
Vassago;
Amon;
Barbatos;
Gusion;
Botis;
Purson;
Astaroth;
Gaap;
Orobas;
Gremory;
Haures.
Novamente:
as descrições não são idênticas.
Relações e reconciliação
Atribuições ligadas a relações aparecem em diferentes espíritos:
Amon;
Barbatos;
Sitri;
Beleth;
Zepar;
Botis;
Sallos;
Forneus;
Furfur;
Vual;
Gremory.
Isso não significa que todos possuam exatamente:
a mesma função.
O artigo individual mostrará as diferenças.
Tesouros e coisas escondidas
Essa categoria pode incluir:
Barbatos;
Purson;
Bune;
Foras;
Astaroth;
Vine;
Gremory;
Amy;
Valac;
Seere;
Andromalius.
Em alguns casos:
“tesouro”
pode aparecer literalmente na fonte.
Em releituras posteriores torna-se frequentemente metáfora para:
oportunidade;
recursos;
conhecimento interior.
Essas duas camadas precisam permanecer distintas.
Astronomia, astrologia e estrelas
Atribuições relacionadas aparecem especialmente em:
Marax;
Stolas;
Amy;
Orias;
Furcas;
Andrealphus;
Alloces.
A fronteira histórica entre:
astronomia;
astrologia;
filosofia natural
não corresponde exatamente à divisão científica contemporânea.
Isso também precisa ser considerado ao traduzir o texto.
Ervas, pedras e propriedades naturais
Entre os espíritos ligados a esse campo encontramos:
Bathin;
Marax;
Stolas;
Foras;
Alloces;
Decarabia.
Esse aspecto mostra que o catálogo da Goétia não fala apenas de:
conflito;
maldição;
dominação.
Ele inclui também áreas ligadas ao conhecimento natural da época.
Guerra e conflito
Algumas descrições possuem conteúdo explicitamente militar ou violento:
Leraje;
Eligos;
Halphas;
Andras;
Focalor;
Marchosias;
Glasya-Labolas.
Não precisamos romantizar esses trechos.
Também não precisamos apagá-los.
Uma edição séria registra:
o que a fonte realmente diz.
A Goétia é perigosa?
Essa pergunta costuma misturar várias coisas.
Do ponto de vista histórico, estamos estudando um texto de:
magia ritual.
Do ponto de vista espiritual, diferentes tradições possuem crenças diferentes sobre riscos.
Do ponto de vista psicológico e prático, qualquer prática que leve alguém a:
medo intenso;
compulsão;
perda de sono;
isolamento;
interpretação constante de ameaças;
abandono de responsabilidades
merece ser interrompida e reavaliada.
Esta página, porém, possui finalidade:
histórica, educacional e bibliográfica.
Ela não existe para induzir o leitor a realizar operações que não compreende.
Estudar não é a mesma coisa que praticar
Você pode estudar:
Goétia;
Demonologia;
grimórios
durante anos sem realizar uma única evocação.
Essa distinção é importante.
Conhecer:
o texto;
a história;
os manuscritos;
os símbolos
não exige assumir imediatamente uma prática religiosa ou mágica.
Para iniciantes:
estudo antes de operação
é uma escolha perfeitamente legítima.
Invocação e evocação são a mesma coisa?
No uso moderno, frequentemente é feita uma distinção:
evocação — chamar uma entidade para uma manifestação externa;
invocação — chamar para dentro ou buscar identificação/comunhão.
Mas a terminologia histórica não é uniforme em todos os textos e épocas.
Portanto, devemos evitar tratar definições contemporâneas rígidas como se fossem leis linguísticas universais.
Quando analisamos um grimório:
é melhor observar exatamente:
qual verbo a fonte utiliza
e:
qual operação descreve.
Ars Goetia e Demonolatria são a mesma coisa?
Não.
A Ars Goetia pertence originalmente a uma tradição de:
conjuração;
controle;
autoridade ritual.
Demonolatria contemporânea pode estabelecer com determinadas entidades uma relação:
devocional;
religiosa;
de veneração;
de respeito.
São estruturas diferentes.
Uma pessoa moderna pode combinar elementos dos dois sistemas.
Mas historicamente:
não são a mesma tradição.
Ars Goetia e Satanismo são a mesma coisa?
Não.
O Satanismo moderno possui uma história própria.
Alguns satanistas podem estudar Goétia.
Outros não.
O fato de ambos utilizarem figuras que a cultura cristã classificou como demoníacas não torna:
Satanismo
e
Goétia
sinônimos.
Ars Goetia e Luciferianismo são a mesma coisa?
Também não.
No Templo de Lúcifer, podemos estudar os Daemons através de uma perspectiva luciferiana contemporânea.
Mas fazemos isso conscientemente.
Não afirmamos:
“O autor original da Ars Goetia era luciferiano.”
Nossa leitura é:
recepção contemporânea.
Baphomet está entre os 72?
Não.
Baphomet não aparece como um dos 72 espíritos tradicionais da Ars Goetia.
Isso é uma confusão relativamente frequente porque:
Baphomet;
Goétia;
Satanismo;
Luciferianismo
circulam hoje nos mesmos ambientes esotéricos.
Historicamente possuem origens diferentes.
Para Baphomet, consulte nossos dois estudos específicos:
Baphomet: Origem do Termo
e
Baphomet: Símbolo da Dualidade Universal.
Lúcifer está entre os 72?
Também não como uma das 72 entradas numeradas.
Isso não significa que Lúcifer não apareça em outras:
demonologias;
hierarquias;
sistemas esotéricos.
Significa apenas que:
Lúcifer não é o espírito número 73 nem uma das entradas dos 72 da Ars Goetia.
Mais uma vez:
não devemos misturar catálogos diferentes.
Satanás está entre os 72?
Não como uma das 72 entradas numeradas da Ars Goetia.
Satanás possui uma história religiosa e demonológica própria.
Da mesma forma:
Diabo;
Lúcifer;
Baphomet;
Leviatã
não devem ser colocados automaticamente na lista dos 72.
Belial está entre os 72?
Sim.
Belial ocupa tradicionalmente a posição:
68.
Mas isso não significa que Belial tenha surgido dentro da Ars Goetia.
O nome possui história textual muito anterior.
Esse será um exemplo importante de nosso método:
espírito presente na Goétia ≠ espírito criado pela Goétia.
Astaroth foi criada pela Goétia?
Também não é uma boa formulação.
Astaroth aparece em demonologias anteriores ao Lemegeton e sua história precisa ser investigada separadamente.
Assim como Belial, demonstra que:
o catálogo goético reúne materiais com:
idades históricas diferentes.
Paimon tem origem antiga?
Essa é justamente a espécie de questão em que precisamos evitar respostas apressadas.
Existem muitas teorias modernas sobre:
Paimon;
Agares;
Stolas;
Vassago
e outros nomes.
Algumas tentam encontrar correspondências em culturas antigas.
Mas:
sem documentação suficiente, teoria etimológica não deve virar fato.
O artigo de Paimon precisará separar:
o que sabemos;
o que é hipótese;
o que é tradição contemporânea.
O mesmo vale para todos os 72
Nosso compromisso editorial será:
Se existe fonte:
mostrar.
Se existe hipótese:
identificar.
Se existe debate:
explicar.
Se não sabemos:
dizer.
Essa regra pode parecer menos espetacular do que:
“descobrimos o verdadeiro deus sumério secreto por trás deste daemon.”
Mas produz uma biblioteca muito mais confiável.
O problema das correspondências modernas
Planeta.
Metal.
Cor.
Incenso.
Dia da semana.
Tarô.
Qliphoth.
Anjo oposto.
Decanato.
Zodíaco.
Elemento.
Direção.
É comum encontrar tabelas enormes atribuindo tudo isso aos 72.
Algumas correspondências possuem base em sistemas históricos.
Outras foram:
criadas;
reorganizadas;
padronizadas
por ocultistas modernos.
Nos artigos individuais não escreveremos simplesmente:
“Correspondência: planeta X.”
Vamos perguntar:
“Segundo qual sistema?”
Essa única pergunta aumenta enormemente a qualidade da pesquisa.
Mathers e Crowley
Outra etapa decisiva da história moderna da Goétia ocorre no final do século XIX e início do XX.
Samuel Liddell MacGregor Mathers trabalhou numa edição do texto.
Posteriormente, Aleister Crowley editou e publicou The Book of the Goetia of Solomon the King em 1904.
Essa publicação teve enorme influência sobre a circulação moderna da Goétia.
Mas precisamos novamente separar:
manuscrito
de
edição moderna.
Mathers e Crowley não são os autores originais do Lemegeton.
Eles pertencem à:
história da edição e recepção moderna.
Por que comparar diferentes edições?
Porque pequenas diferenças podem alterar:
nome;
posição;
descrição;
número de legiões;
selo.
Um exemplo simples é:
Samigina / Gamigin.
Outro:
Marax / Morax.
Outro:
Vual / Uvall / Voval.
Outro:
Haures / Flauros.
Essas variantes não são apenas curiosidades.
Elas revelam a maneira como textos mágicos foram:
copiados;
traduzidos;
corrigidos;
corrompidos;
reorganizados.
O nome “correto” de cada Daemon existe?
Em alguns casos existe uma forma predominante.
Mas dizer que uma única grafia moderna seja:
“o nome secreto original absolutamente correto”
pode ser impossível.
Se manuscritos diferentes preservam:
formas diferentes,
precisamos registrar:
as variantes.
Por isso nossos títulos individuais podem utilizar:
nome principal + principais variantes.
Exemplo:
Vual, Uvall, Uvuall ou Voval
Isso ajuda:
o pesquisador;
o leitor;
e também a busca orgânica.
A perspectiva do Templo de Lúcifer
Até aqui procuramos trabalhar com:
fontes;
história;
estrutura textual.
Agora podemos falar da nossa própria perspectiva.
No Templo de Lúcifer, entendemos que estudar os Daemons pode ser mais intelectualmente rico quando evitamos dois extremos.
Primeiro extremo
“Tudo é literalmente exatamente como o grimório diz e não pode ser interpretado.”
Segundo extremo
“A história não importa; posso inventar qualquer significado.”
Preferimos uma terceira abordagem:
CONHECER A FONTE ANTES DE REINTERPRETÁ-LA.
Isso significa:
ler o grimório;
comparar versões;
investigar nomes;
identificar acréscimos posteriores;
depois construir uma leitura contemporânea.
Daemon como símbolo e como entidade
Não impomos neste hub uma única resposta metafísica.
Um praticante pode compreender determinado Daemon como:
entidade objetiva.
Outro como:
inteligência espiritual.
Outro como:
arquétipo.
Outro como:
estrutura simbólica.
Nosso trabalho editorial não é fingir que essas posições são idênticas.
É indicar:
quando estamos falando de documento
e:
quando estamos falando de interpretação.
A leitura luciferiana dos 72
Dentro de uma perspectiva luciferiana contemporânea, os Daemons podem ser estudados como figuras relacionadas a diferentes aspectos de:
conhecimento;
vontade;
conflito;
transformação;
desejo;
comunicação;
poder;
autoconhecimento.
Mas essas interpretações deverão ser apresentadas como:
leituras do Templo.
Não como frases colocadas falsamente na boca de Johann Weyer ou do compilador anônimo do Lemegeton.
Nosso princípio editorial para os 72
Podemos resumi-lo em seis perguntas.
1. O que a fonte diz?
Texto antes da interpretação.
2. Qual é a fonte mais antiga que encontramos?
Não assumir que a Goétia criou o nome.
3. Existem variantes?
Registrá-las.
4. O que foi acrescentado posteriormente?
Separar.
5. Como correntes contemporâneas interpretam?
Contextualizar.
6. Qual é a perspectiva do Templo?
Assumir nossa autoria.
Chamaremos essa abordagem de:
MÉTODO DAS SEIS CAMADAS DA GOÉTIA
Não é uma doutrina antiga.
É nossa metodologia editorial.
As Seis Camadas da Goétia
Camada 1 — Texto
O que o manuscrito ou edição diz.
Camada 2 — Transmissão
Como nome, posição e descrição variam.
Camada 3 — História
O que conseguimos localizar antes ou fora da Goétia.
Camada 4 — Correspondências
Quais sistemas posteriores acrescentaram associações.
Camada 5 — Recepção
Como ocultistas, demonólatras, satanistas, luciferianos e cultura popular reinterpretaram.
Camada 6 — Templo de Lúcifer
Nossa leitura filosófica ou espiritual contemporânea.
Essa estrutura será aplicada progressivamente aos 72 artigos.
Perguntas frequentes sobre os 72 Daemons
Quantos demônios existem na Ars Goetia?
A lista tradicional da Ars Goetia possui 72 espíritos.
A Pseudomonarchia Daemonum possui 72?
Não da mesma maneira. O catálogo de Weyer é normalmente contado como contendo 69 entradas e possui diferenças em relação à lista goética posterior.
Johann Weyer publicou a Pseudomonarchia em 1563?
A primeira edição de De Praestigiis Daemonum é de 1563, mas o catálogo Pseudomonarchia Daemonum foi acrescentado posteriormente e aparece na edição de 1577.
Quem escreveu a Ars Goetia?
Não conhecemos um autor único identificado. Ela pertence à compilação anônima do Lemegeton e utiliza materiais anteriores.
Salomão realmente escreveu a Ars Goetia?
Não existe evidência histórica de que o rei bíblico tenha escrito o manuscrito que conhecemos. A autoria salomônica pertence à tradição pseudepigráfica dos grimórios.
O que significa Ars Goetia?
É o nome dado à primeira parte do Lemegeton, dedicada ao catálogo e às operações relacionadas aos 72 espíritos.
Todos os 72 são demônios?
O próprio ambiente textual os apresenta dentro de uma demonologia cristã e salomônica. Correntes modernas podem reinterpretar sua natureza.
Daemon e demônio significam a mesma coisa?
Os termos possuem histórias diferentes. Neste site, “Daemon” também funciona como escolha editorial contemporânea; preservamos a terminologia específica quando analisamos documentos.
Todos possuem sigilo?
Na tradição da Ars Goetia, os 72 são associados a caracteres ou selos. Porém, os sigilos não aparecem da mesma maneira nas camadas anteriores do catálogo.
O que são as legiões?
São os grupos de espíritos subordinados que o texto atribui ao governo de cada entidade. Não possuímos base suficiente para convertê-las automaticamente em um número matemático exato de seres.
Qual é o Daemon mais poderoso da Goétia?
A própria pergunta é difícil. Existem reis e outras posições elevadas, mas o texto não fornece uma escala universal de “poder total” capaz de ranquear os 72 do mais forte ao mais fraco.
Paimon é o mais poderoso?
Paimon possui posição de Rei e grande destaque cultural moderno, mas isso não transforma automaticamente Paimon no “número 1 em poder”.
Quem é o primeiro Daemon?
Bael.
Quem é o último?
Andromalius.
Quem é o número 9?
Paimon.
Quem é o número 29?
Astaroth.
Quem é o número 32?
Asmoday.
Quem é o número 55?
Orobas.
Quem é o número 68?
Belial.
Quem é o número 71?
Dantalion.
Baphomet está entre os 72?
Não.
Lúcifer está entre os 72?
Não como entrada numerada.
Satanás está entre os 72?
Não como entrada numerada.
Belial está?
Sim, na posição 68.
Astaroth está?
Sim, na posição 29.
Asmodeus está?
Sim, sob a forma Asmoday/Asmodai, tradicionalmente na posição 32.
Stolas está?
Sim, na posição 36.
Orobas está?
Sim, na posição 55.
Os 72 têm anjos correspondentes?
Sistemas posteriores desenvolveram correspondências entre os 72 espíritos e os 72 nomes/anjos do Shem HaMephorash. Essas correspondências devem ser estudadas segundo a fonte específica que as utiliza.
Posso estudar Goétia sem praticá-la?
Sim. História da magia, religião e literatura grimorial podem ser estudadas sem participação ritual.
Dez erros frequentes ao estudar a Ars Goetia
Erro 1 — Achar que Salomão escreveu o manuscrito atual
A tradição atribui autoridade a Salomão.
Isso não equivale a autoria histórica comprovada.
Erro 2 — Chamar tudo de medieval
A tradição preservada do Lemegeton é posterior, embora utilize materiais mais antigos.
Erro 3 — Dizer que Weyer listou exatamente os mesmos 72
Não listou.
Erro 4 — Transformar toda etimologia proposta em fato
Sem documentação, permanece hipótese.
Erro 5 — Projetar correspondências modernas sobre o texto original
Planetas, cartas, cores e anjos precisam de fonte.
Erro 6 — Tratar todos os selos como se existissem desde a origem do nome
A história dos sigilos também precisa ser investigada.
Erro 7 — Chamar Baphomet de espírito goético
Baphomet não integra os 72.
Erro 8 — Chamar Lúcifer de “rei número zero da Goétia”
Isso pertence a sistemas modernos, não à lista tradicional dos 72.
Erro 9 — Atribuir interpretações psicológicas a Jung sem fonte
Podemos fazer leitura inspirada em Jung.
Não atribuir frases que ele nunca escreveu.
Erro 10 — Confundir estudo histórico com crença
Descrever aquilo que um grimório afirma não significa declarar aquilo como fato metafísico.
Como navegar nesta biblioteca
Esta página deve permanecer aberta como:
índice principal.
Se você está estudando:
Bael,
acesse o artigo de Bael.
Depois retorne ao hub.
Se deseja comparar:
Orobas;
Vassago;
Astaroth,
utilize esta lista para navegar.
Quanto mais artigos individuais forem atualizados, mais essa estrutura ganhará valor.
Estrutura ideal de links internos
Cada artigo individual deverá conter, próximo ao início:
Este espírito integra a lista dos 72 Daemons da Ars Goetia. Consulte o guia completo dos 72 espíritos.
E no final:
Voltar para: Os 72 Daemons da Ars Goetia.
O hub, por sua vez, apontará para:
todos os artigos individuais.
Assim construímos:
HUB → DAEMON → HUB
Essa estrutura ajuda:
o leitor;
a navegação;
a organização temática;
e os mecanismos de busca a compreenderem a relação entre as páginas.
Por que estamos reconstruindo toda a biblioteca?
Porque existe muita informação sobre Goétia na internet.
Mas grande parte dela mistura:
grimório;
TikTok;
Demonolatria;
Cabala;
Satanismo;
Luciferianismo;
psicologia;
videogame
como se tudo tivesse surgido junto.
Nosso objetivo é diferente.
Queremos que o leitor consiga identificar:
“Essa informação vem do Lemegeton.”
“Essa vem de Weyer.”
“Essa apareceu posteriormente.”
“Essa pertence a determinado ocultista.”
“Essa é interpretação do Templo.”
Essa capacidade de distinguir é mais valiosa do que simplesmente acumular:
72 nomes.
A Goétia como documento histórico
Mesmo uma pessoa que não acredita na existência objetiva dos espíritos pode estudar a Ars Goetia como documento importante para:
história da magia;
história do esoterismo;
demonologia;
religião;
cultura ocidental.
Ela mostra como diferentes gerações imaginaram:
espíritos;
autoridade;
conhecimento;
natureza;
poder;
religião.
Isso por si só já justifica seu estudo.
A Goétia como tradição viva
Ao mesmo tempo, seria incompleto fingir que a Ars Goetia existe apenas:
num museu.
Pessoas continuam:
estudando;
reinterpretando;
praticando;
produzindo arte;
criando novas correspondências
a partir desses espíritos.
Por isso nossa biblioteca precisa estudar:
o documento
e:
sua vida posterior.
Sem confundir os dois.
A perspectiva luciferiana não precisa apagar a origem cristã
Este princípio é especialmente importante.
Podemos construir uma leitura luciferiana contemporânea da Goétia.
Mas não precisamos afirmar falsamente que:
a Goétia sempre foi luciferiana.
Na realidade, compreender o ambiente cristão e salomônico original torna nossa releitura:
mais consciente.
Sabemos exatamente:
o que estamos preservando;
o que estamos rejeitando;
o que estamos reinterpretando.
Isso é autonomia intelectual.
O próximo estágio do projeto
Este hub é apenas a estrutura central.
A partir daqui, o projeto passa para os:
72 ARTIGOS INDIVIDUAIS
Cada um deverá tornar-se uma página de referência própria.
Começaremos pela ordem tradicional:
1. Bael
2. Agares
3. Vassago
4. Samigina
e assim sucessivamente até:
72. Andromalius.
Não precisaremos refazer todos do zero quando o conteúdo atual estiver bom.
Mas todos deverão passar pelo mesmo padrão de verificação.
Conclusão: os 72 não são uma lista — são uma biblioteca
Olhar para a Ars Goetia apenas como:
uma lista de demônios
é compreender apenas sua superfície.
Por trás dos nomes existe uma história.
Manuscritos.
Copistas.
Demonólogos.
Magos.
Traduções.
Erros.
Correções.
Reorganizações.
Símbolos.
Interpretações.
Bael não possui exatamente a mesma história de Belial.
Astaroth não possui necessariamente a mesma origem de Vassago.
Paimon não precisa ter surgido no mesmo ambiente de Andromalius.
Colocar os 72 numa sequência produziu:
um sistema.
Mas o sistema reuniu elementos que podem possuir histórias individuais muito diferentes.
É por isso que este projeto precisa de duas escalas.
A escala do conjunto
Este artigo.
Os 72.
A hierarquia.
A Ars Goetia.
O Lemegeton.
A escala individual
Cada Daemon.
Seu nome.
Suas fontes.
Sua história.
Sua transformação.
Somente quando estudamos as duas conseguimos compreender realmente o catálogo.
No Templo de Lúcifer, não queremos transformar os 72 em:
uma tabela de “poderes mágicos” copiada de dezenas de outros sites.
Queremos construir:
uma biblioteca de Demonologia documentada.
Uma biblioteca em que o leitor possa descobrir:
o que o grimório afirma;
o que fontes anteriores registram;
onde os manuscritos diferem;
quando uma associação surgiu;
o que continua desconhecido;
como diferentes tradições reinterpretaram;
e finalmente:
qual é nossa própria leitura.
É exatamente por isso que nossa primeira pergunta sobre qualquer Daemon não será:
“O que ele pode me dar?”
Será:
“O que realmente sabemos sobre ele?”
A segunda será:
“De onde sabemos?”
Somente depois virá:
“O que isso significa dentro de uma leitura contemporânea?”
Essa ordem muda tudo.
Transforma repetição em pesquisa.
Transforma nome em história.
Transforma uma lista de 72 entidades em:
72 investigações.
E transforma esta página na porta de entrada para todas elas.
Continue seus estudos
Bael na Ars Goetia
Primeiro espírito da sequência e primeiro estudo individual do projeto.
Agares na Ars Goetia
Segundo espírito e importante exemplo para comparação entre Goétia e Weyer.
Vassago na Ars Goetia
Particularmente interessante porque não integra da mesma forma o catálogo anterior da Pseudomonarchia.
Paimon na Ars Goetia
Um dos reis mais conhecidos da tradição e da cultura popular contemporânea.
Astaroth na Ars Goetia
Essencial para compreender como nomes com histórias religiosas anteriores entram na demonologia.
Orobas na Ars Goetia
Exemplo importante para comparar texto clássico e interpretação luciferiana contemporânea.
Belial na Ars Goetia
Fundamental para compreender a diferença entre a história de um nome antigo e sua posterior inclusão no catálogo goético.
Baphomet: Origem do Termo
Para entender por que Baphomet não deve ser confundido com os 72.
Baphomet: Símbolo da Dualidade Universal
Para compreender o Baphomet esotérico de Éliphas Lévi.
Por Onde Estudar Luciferianismo sem Cair em Desinformação
Para conhecer o método de avaliação de fontes utilizado neste projeto.
Fontes e bibliografia essencial
Lemegeton Clavicula Salomonis — Ars Goetia.
Fonte primária central para o catálogo dos 72 espíritos.
Os manuscritos preservam variações importantes, por isso recomendamos comparação textual em vez de depender exclusivamente de uma única edição moderna.
British Library — Sloane MS 3825.
Um dos principais testemunhos manuscritos utilizados por pesquisadores e editores modernos para reconstruir a tradição do Lemegeton.
Peterson, Joseph H. — edição e transcrição do Lemegeton / Ars Goetia.
Particularmente importante por comparar manuscritos, indicar variantes e relacionar o catálogo da Goétia a fontes anteriores.
Weyer, Johann. — Pseudomonarchia Daemonum. 1577.
Fonte indispensável para compreender o catálogo anterior que contribuiu decisivamente para a formação da lista posteriormente encontrada na Ars Goetia.
Scot, Reginald. — The Discoverie of Witchcraft. 1584.
Importante para a transmissão inglesa do material demonológico de Weyer que influenciaria o desenvolvimento posterior da tradição goética.
Mathers, S. L. MacGregor; Crowley, Aleister. — The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King. 1904.
Edição extremamente influente na recepção moderna da Ars Goetia. Deve ser estudada como edição moderna e não confundida com o manuscrito original do Lemegeton.
Peterson, Joseph H., ed. — The Lesser Key of Solomon.
Uma das referências modernas mais importantes para estudo crítico do conjunto do Lemegeton e de sua tradição manuscrita.