Skip to content
-
Faça Parte
Templo de Lúcifer Templo de Lúcifer Templo de Lúcifer

Luciferianismo, História e Filosofia

Templo de Lúcifer Templo de Lúcifer Templo de Lúcifer

Luciferianismo, História e Filosofia

  • Início
    • Dúvidas ou curiosidades
      • Autonomia espiritual e responsabilidade
      • Busca espiritual não é fuga da realidade: quando procurar orientação
      • Como se preparar mentalmente antes de um ritual
      • Como identificar um templo espiritual confiável
      • Como diferenciar espiritualidade séria de fantasia esotérica
      • Como desenvolver presença, foco e vontade no caminho luciferiano
      • Como montar um altar luciferiano em casa
      • Exu Lúcifer não é Lúcifer
      • Erros comuns de quem começa no ocultismo sem orientação
      • Luciferianismo é perigoso? Entenda sem preconceitos
      • Proteção espiritual antes de qualquer prática: fundamentos para iniciantes
      • Quais elementos não podem faltar em um altar luciferiano
      • Sinais de manipulação espiritual: como se proteger
      • O que observar antes de confiar em uma comunidade espiritual
      • O papel da disciplina no desenvolvimento espiritual luciferiano
      • O que o luciferianismo não é: desfazendo equívocos comuns
    • Rituais
      • Aviso e orientação de invocação ou evocação
      • Artigos sobre Rituais
      • Consagração de Instrumentos e Objetos no Caminho Luciferiano
      • Rituais aviso
      • Rito de devoção a Lúcifer
      • Ritual de Agradecimento
      • Ritual de banimento Luciferiano
      • Pactos
    • Orações
  • Serviços
    • Missa Luciferiana
    • Consulta com o Tarot oracular de Lúcifer
  • Luciferianismo
    • Abertura
    • Afirmações e orações
    • Como começar no Luciferianismo: Guia completo para iniciantes.
    • Diferença entre Luciferianismo, Satanismo e Demonolatria
    • Existe iniciação no luciferianismo ?
    • Templo de Lúcifer
      • Templo digital: como funciona uma comunidade espiritual online
    • Entendimento Histórico, Filosófico e Educacional
    • Lúcifer e a metafísica da iluminação
    • Lúcifer arquétipo da iluminação espiritual
    • Mandamentos
    • O que esperar do primeiro contato com o Templo de Lúcifer
    • O que é o Templo Digital
    • O que significa fazer parte do Templo de Lúcifer
    • O que é luciferianismo
    • Vantagens de participar de um templo espiritual sério e organizado
  • Políticas
    • Código de ética
    • Doações
    • Isenção de Responsabilidade
    • Termo de uso
    • Transparência Institucional
  • Faça Parte
  • Loja
  • Início
    • Dúvidas ou curiosidades
      • Autonomia espiritual e responsabilidade
      • Busca espiritual não é fuga da realidade: quando procurar orientação
      • Como se preparar mentalmente antes de um ritual
      • Como identificar um templo espiritual confiável
      • Como diferenciar espiritualidade séria de fantasia esotérica
      • Como desenvolver presença, foco e vontade no caminho luciferiano
      • Como montar um altar luciferiano em casa
      • Exu Lúcifer não é Lúcifer
      • Erros comuns de quem começa no ocultismo sem orientação
      • Luciferianismo é perigoso? Entenda sem preconceitos
      • Proteção espiritual antes de qualquer prática: fundamentos para iniciantes
      • Quais elementos não podem faltar em um altar luciferiano
      • Sinais de manipulação espiritual: como se proteger
      • O que observar antes de confiar em uma comunidade espiritual
      • O papel da disciplina no desenvolvimento espiritual luciferiano
      • O que o luciferianismo não é: desfazendo equívocos comuns
    • Rituais
      • Aviso e orientação de invocação ou evocação
      • Artigos sobre Rituais
      • Consagração de Instrumentos e Objetos no Caminho Luciferiano
      • Rituais aviso
      • Rito de devoção a Lúcifer
      • Ritual de Agradecimento
      • Ritual de banimento Luciferiano
      • Pactos
    • Orações
  • Serviços
    • Missa Luciferiana
    • Consulta com o Tarot oracular de Lúcifer
  • Luciferianismo
    • Abertura
    • Afirmações e orações
    • Como começar no Luciferianismo: Guia completo para iniciantes.
    • Diferença entre Luciferianismo, Satanismo e Demonolatria
    • Existe iniciação no luciferianismo ?
    • Templo de Lúcifer
      • Templo digital: como funciona uma comunidade espiritual online
    • Entendimento Histórico, Filosófico e Educacional
    • Lúcifer e a metafísica da iluminação
    • Lúcifer arquétipo da iluminação espiritual
    • Mandamentos
    • O que esperar do primeiro contato com o Templo de Lúcifer
    • O que é o Templo Digital
    • O que significa fazer parte do Templo de Lúcifer
    • O que é luciferianismo
    • Vantagens de participar de um templo espiritual sério e organizado
  • Políticas
    • Código de ética
    • Doações
    • Isenção de Responsabilidade
    • Termo de uso
    • Transparência Institucional
  • Faça Parte
  • Loja
Close

Search

Home/Templo/72 Daimon/Os 72 Daemons da Ars Goetia: Lista Completa, Hierarquia, História e Guia
72 DaimonDemonologia e GoétiaDeusesOrigens

Os 72 Daemons da Ars Goetia: Lista Completa, Hierarquia, História e Guia

By Emrys
março 2, 2026
0

Quem são os 72 Daemons da Ars Goetia?

Bael.

Paimon.

Astaroth.

Asmodeus.

Stolas.

Orobas.

Belial.

Dantalion.

Esses nomes aparecem hoje em livros, vídeos, jogos, músicas, redes sociais e diferentes correntes esotéricas.

Mas muito antes de se tornarem personagens da cultura popular contemporânea, eles passaram a integrar um dos catálogos de espíritos mais influentes do ocultismo ocidental:

a Ars Goetia.

A Ars Goetia apresenta uma sequência de 72 espíritos, organizados sob títulos como:

Rei;

Duque;

Príncipe;

Marquês;

Presidente;

Conde;

Cavaleiro.

Cada espírito recebe no texto:

um número;

um nome;

uma posição hierárquica;

uma aparência tradicional;

determinadas atribuições;

um número de legiões;

e, na tradição manuscrita do Lemegeton, um selo ou caráter.

Mas existe algo que precisa ficar claro desde o início:

a Ars Goetia não é simplesmente uma lista atemporal de 72 demônios que permaneceu idêntica desde a Antiguidade.

Ela pertence a uma longa história de:

manuscritos;

catálogos de espíritos;

magia salomônica;

demonologia;

traduções;

cópias;

reorganizações;

e interpretações posteriores.

Até mesmo nomes, grafias, ordem e descrições podem variar entre fontes.

Por isso, este guia não pretende apenas responder:

“Quais são os 72 demônios da Goétia?”

Nossa intenção é construir algo mais útil:

um mapa para compreender de onde veio a lista, como ela funciona, quais são seus 72 espíritos e onde estudar cada um deles individualmente.

Esta página será o hub central da Ars Goetia no Templo de Lúcifer.

Os artigos individuais aprofundarão cada espírito.

Aqui construiremos o mapa completo.

Resposta rápida: quais são os 72 espíritos da Ars Goetia?

Na ordem tradicional mais difundida da Ars Goetia, são:

  1. Bael
  2. Agares
  3. Vassago
  4. Samigina ou Gamigin
  5. Marbas
  6. Valefor
  7. Amon
  8. Barbatos
  9. Paimon
  10. Buer
  11. Gusion
  12. Sitri
  13. Beleth
  14. Leraje
  15. Eligos
  16. Zepar
  17. Botis
  18. Bathin
  19. Sallos
  20. Purson
  21. Marax ou Morax
  22. Ipos
  23. Aim
  24. Naberius
  25. Glasya-Labolas
  26. Bune
  27. Ronove
  28. Berith
  29. Astaroth
  30. Forneus
  31. Foras
  32. Asmoday
  33. Gaap
  34. Furfur
  35. Marchosias
  36. Stolas
  37. Phenex
  38. Halphas
  39. Malphas
  40. Raum
  41. Focalor
  42. Vepar
  43. Sabnock
  44. Shax
  45. Vine
  46. Bifrons
  47. Vual
  48. Haagenti
  49. Crocell
  50. Furcas
  51. Balam
  52. Alloces
  53. Caim
  54. Murmur
  55. Orobas
  56. Gremory
  57. Ose
  58. Amy
  59. Orias
  60. Vapula
  61. Zagan
  62. Valac
  63. Andras
  64. Haures
  65. Andrealphus
  66. Cimejes
  67. Amdusias
  68. Belial
  69. Decarabia
  70. Seere
  71. Dantalion
  72. Andromalius

Essa lista, porém, é apenas o começo.

Para compreendê-la precisamos descobrir o que é a própria Goétia.

O que significa Goétia?

A palavra Goétia possui uma história muito anterior ao Lemegeton.

Ela deriva do grego goēteia e de termos relacionados a goēs.

Ao longo da Antiguidade, essas palavras podiam estar relacionadas a práticas consideradas:

feitiçaria;

encantamento;

lamentação ritual;

magia;

conjuração.

Em diferentes períodos, receberam conotações diferentes.

Por isso, não devemos afirmar que:

“Goétia sempre significou invocar exatamente os 72 demônios de Salomão.”

Não significou.

A expressão Ars Goetia, da maneira como é utilizada neste artigo, refere-se especificamente à primeira parte da tradição manuscrita conhecida como:

LEMEGETON CLAVICULA SALOMONIS

popularmente:

A Chave Menor de Salomão.

O que é o Lemegeton?

O Lemegeton Clavicula Salomonis é uma compilação de textos mágicos preservada em manuscritos modernos, especialmente do século XVII.

Não devemos imaginar que o livro físico tenha sido escrito pelo rei bíblico Salomão.

Sua atribuição a Salomão pertence à extensa tradição de literatura:

salomônica.

Essa literatura atribuía ao famoso rei:

sabedoria;

conhecimento de espíritos;

autoridade sobre entidades;

segredos mágicos.

A autoria salomônica funciona, portanto, como forma de:

autoridade tradicional.

Historicamente, o Lemegeton é uma compilação muito posterior ao período em que um Salomão histórico teria vivido.

A tradição manuscrita preservada é anônima e reúne materiais de origens diferentes.

Os cinco livros do Lemegeton

O Lemegeton normalmente é organizado em cinco partes:

1. Ars Goetia

Catálogo dos 72 espíritos que estudaremos nesta página.

2. Theurgia-Goetia

Trabalha com outra classe de espíritos, especialmente espíritos aéreos organizados segundo direções e hierarquias.

3. Ars Paulina

Relaciona-se a inteligências ou espíritos ligados às horas e a divisões astrológicas.

4. Ars Almadel

Apresenta operações relacionadas a seres associados a diferentes altitudes ou regiões celestes.

5. Ars Notoria

Relaciona-se a uma tradição de orações e práticas voltadas à obtenção de:

conhecimento;

memória;

eloquência;

sabedoria.

Portanto:

Ars Goetia e Lemegeton não são exatamente a mesma coisa.

A Ars Goetia é:

uma parte do Lemegeton.

A Ars Goetia é realmente medieval?

Essa pergunta exige precisão.

Os materiais que contribuíram para sua formação possuem raízes anteriores.

Mas a forma do Lemegeton preservada nos principais manuscritos pertence ao início da modernidade, especialmente à tradição inglesa do século XVII.

A transcrição moderna de Joseph H. Peterson utiliza como texto-base o manuscrito British Library Sloane MS 3825, comparando variantes de outros testemunhos manuscritos.

Isso é importante porque mostra:

não existe um único manuscrito perfeito do qual todas as edições modernas tenham sido simplesmente copiadas.

Existe:

transmissão textual.

E transmissão produz:

variações.

Antes dos 72: Johann Weyer

Para compreender a Ars Goetia, precisamos conhecer:

JOHANN WEYER

também conhecido como:

Johannes Wier;

Johann Wier;

Wierus.

Em 1577, uma edição de sua obra De Praestigiis Daemonum passou a incluir como apêndice um catálogo conhecido como:

PSEUDOMONARCHIA DAEMONUM

ou:

Falsa Monarquia dos Demônios.

Esse detalhe é importante porque frequentemente encontramos a data:

1563

atribuída à Pseudomonarchia.

1563 corresponde à primeira edição da obra principal De Praestigiis Daemonum.

O catálogo Pseudomonarchia Daemonum aparece posteriormente, em 1577.

Essa diferença cronológica deve ser preservada.

Quantos espíritos existem na Pseudomonarchia?

A Pseudomonarchia apresenta um catálogo próximo daquele que posteriormente encontramos na Goétia.

Mas não é simplesmente:

a mesma lista de 72.

Ela possui menos entradas.

A tradição é normalmente contada como contendo 69 espíritos, embora problemas de numeração e transmissão tenham produzido diferentes contagens em determinadas edições.

Entre as diferenças mais importantes:

Vassago;

Seere;

Dantalion;

Andromalius

não aparecem no catálogo de Weyer da mesma maneira que aparecem na posterior Ars Goetia.

Por outro lado, Pruflas aparece na Pseudomonarchia e não ocupa lugar na lista canônica dos 72 da Goétia.

Isso demonstra algo fundamental:

os 72 da Ars Goetia são resultado de desenvolvimento textual.

Não devemos projetar a lista final sobre todas as fontes anteriores.

A Ars Goetia copiou Johann Weyer?

“Copiou” seria uma palavra simplificadora.

É melhor dizer:

a tradição da Ars Goetia depende fortemente do catálogo textual que também conhecemos através de Weyer e Reginald Scot, reorganizando-o e acrescentando outros materiais.

Em 1584, Reginald Scot publicou The Discoverie of Witchcraft.

A obra continha tradução inglesa de material relacionado ao catálogo de Weyer.

Essa transmissão é particularmente importante para a formação da versão inglesa posteriormente incorporada ao Lemegeton.

Assim podemos representar uma parte da linhagem:

catálogos anteriores de espíritos

↓

Johann Weyer — Pseudomonarchia Daemonum

↓

Reginald Scot — tradução inglesa

↓

compilador(es) do Lemegeton

↓

Ars Goetia dos 72 espíritos

Essa árvore é simplificada.

Mas é muito mais historicamente útil do que afirmar:

“Salomão escreveu diretamente os 72 nomes.”

Então quem criou os 72?

Não conhecemos um único autor que possamos apontar e dizer:

“Foi essa pessoa que criou a lista inteira.”

O catálogo é resultado de:

transmissão;

compilação;

reorganização.

Diversos nomes já estavam presentes em fontes anteriores.

Alguns possuem histórias ainda mais antigas.

Outros são muito difíceis de rastrear.

A Ars Goetia funciona como uma:

sistematização.

Ela coloca os espíritos dentro de uma sequência organizada e fornece para cada um:

posição;

aparência;

atribuições;

legiões;

selo.

Por que exatamente 72?

Essa questão é particularmente interessante.

A lista anterior de Weyer não chegava da mesma forma aos 72.

A tradição goética posterior, porém, organiza:

72 espíritos.

Joseph H. Peterson observa que essa expansão parece relacionar-se à importância numerológica do número 72 e produziu uma espécie de correspondência com a conhecida tradição dos:

72 nomes ou anjos associados ao Shem HaMephorash.

Precisamos escrever isso com cuidado.

Não existe necessidade de afirmar:

“Está absolutamente provado que o autor escolheu 72 exclusivamente para criar pares com 72 anjos.”

É melhor dizer:

a estrutura de 72 provavelmente não é acidental e foi posteriormente intensamente relacionada à tradição dos 72 nomes.

Essa associação tornou-se particularmente importante no ocultismo moderno.

Os 72 anjos e os 72 demônios formavam originalmente pares?

Essa ideia tornou-se extremamente popular.

Hoje é comum encontrar:

um daemon goético

associado a:

um anjo do Shem HaMephorash.

Mas não devemos projetar automaticamente todo esse sistema de correspondências sobre as camadas mais antigas da Goétia.

Diferentes ocultistas posteriores trabalharam e ampliaram essas associações.

Portanto, quando apresentarmos correspondências angelicais em artigos específicos, elas deverão ser identificadas pela:

fonte que utiliza essa correspondência.

Não como se todas estivessem descritas originalmente junto ao espírito no catálogo goético.

Por que usamos a palavra Daemon?

Neste site utilizamos frequentemente:

Daemon.

Mas precisamos esclarecer.

Os manuscritos e edições históricas podem utilizar termos como:

spirits;

evil spirits;

demons;

devils

e equivalentes.

Daemon é uma escolha editorial moderna que pode ajudar a distinguir:

a entidade estudada dentro de uma tradição esotérica

da:

imagem popular simplificada do “demônio absolutamente maligno”.

Mas não pretendemos afirmar que:

“Daemon” seja a única tradução historicamente correta utilizada pela Ars Goetia.

Quando analisamos um texto antigo:

preservamos a terminologia da fonte.

Quando apresentamos nossa perspectiva:

podemos utilizar Daemon.

Os 72 são necessariamente maus?

A própria pergunta depende da estrutura religiosa utilizada.

A Ars Goetia pertence a um ambiente mágico cristão no qual os espíritos são:

conjurados;

constrangidos;

comandados

através de:

nomes divinos;

círculos;

selos;

orações;

autoridade salomônica.

Portanto, não é historicamente correto pegar uma leitura demonólatra ou luciferiana contemporânea e afirmar:

“O grimório original tratava os 72 como divindades benevolentes que desejavam ser adoradas.”

Não tratava.

Da mesma forma, uma corrente contemporânea não precisa necessariamente manter:

a teologia do compilador cristão.

A chave é distinguir:

texto histórico

de:

reinterpretação moderna.

A Ars Goetia é um texto luciferiano?

Não originalmente.

Essa distinção é fundamental para este site.

A Ars Goetia pertence à tradição:

grimorial;

salomônica;

cerimonial.

O Luciferianismo moderno possui outra história.

Hoje determinadas correntes luciferianas podem:

estudar;

reinterpretar;

trabalhar com;

ou incorporar

espíritos da Goétia.

Mas isso não transforma retroativamente a Ars Goetia em:

“um antigo livro luciferiano.”

No Templo de Lúcifer procuramos manter essa diferença.

O que significa a hierarquia da Goétia?

Os espíritos recebem títulos como:

Rei;

Duque;

Príncipe;

Marquês;

Presidente;

Conde;

Cavaleiro.

Isso cria uma estrutura semelhante a uma:

corte.

Mas precisamos evitar uma interpretação excessivamente literal.

Esses títulos refletem também a linguagem política e social disponível para os autores e copistas europeus.

Uma hierarquia espiritual é descrita utilizando categorias familiares da:

nobreza;

governo;

autoridade.

Isso não significa que tenhamos evidência histórica de um “Estado infernal” funcionando exatamente como uma monarquia europeia.

Os principais títulos

Rei

Entre as posições mais elevadas da hierarquia.

Exemplos:

Bael;

Paimon;

Beleth;

Asmoday;

Belial.

Duque

É a categoria numericamente mais frequente em muitas classificações da lista.

Exemplos:

Agares;

Astaroth;

Focalor;

Vual;

Dantalion.

Príncipe

Inclui espíritos como:

Vassago;

Sitri;

Stolas;

Orobas;

Seere.

Marquês

Inclui:

Amon;

Leraje;

Forneus;

Marchosias;

Andras.

Presidente

Inclui:

Marbas;

Buer;

Malphas;

Ose;

Amy.

Conde ou Earl

Inclui:

Furfur;

Halphas;

Raum;

Bifrons;

Andromalius.

Cavaleiro

Furcas ocupa uma posição singular na lista e é tradicionalmente apresentado como cavaleiro.

Alguns espíritos possuem mais de um título

Esse detalhe é importante.

A hierarquia não funciona perfeitamente como uma tabela moderna na qual cada espírito cabe em apenas uma categoria.

Determinados espíritos aparecem com títulos combinados.

Por exemplo:

Botis — Presidente e Conde;

Marax/Morax — Conde e Presidente;

Ipos — Conde e Príncipe;

Gaap — Presidente e Príncipe;

Vine — Rei e Conde;

Zagan — Rei e Presidente.

Além disso, diferentes manuscritos e edições podem apresentar variações.

Por isso:

não some mecanicamente as categorias esperando que o resultado seja exatamente 72.

Alguns espíritos pertencem a mais de uma.

O que são as legiões?

As descrições frequentemente dizem que determinado espírito governa:

10;

20;

30;

36;

50;

60;

66

ou outro número de:

legiões de espíritos.

O termo produz imediatamente uma imagem militar.

E isso faz sentido dentro da linguagem hierárquica do texto.

Mas não existe uma tabela histórica confiável dizendo:

“uma legião goética possui exatamente X espíritos.”

Portanto, transformar:

“36 legiões”

em:

um número matemático exato de entidades

exigiria assumir uma equivalência que o próprio catálogo não fornece.

A informação segura é:

o número de legiões funciona como indicador textual de domínio ou séquito atribuído ao espírito.

Quanto maior o número de legiões, mais poderoso o espírito?

Não necessariamente.

Essa é outra conclusão moderna que parece lógica, mas não está estabelecida pelo texto.

Um espírito que governa muitas legiões não precisa automaticamente:

ser mais importante;

ser mais forte;

ser superior

em todas as categorias.

Hierarquia, título, atribuições e legiões formam um sistema mais complexo.

O que são os selos da Goétia?

Cada um dos 72 tornou-se associado a um:

selo

ou:

caráter.

Esses desenhos são hoje provavelmente o aspecto visual mais reconhecido da Goétia.

Mas há uma questão histórica relevante:

os selos goéticos não aparecem da mesma maneira em todas as camadas anteriores dos catálogos de espíritos.

Peterson observa que os sigilos do Lemegeton não aparecem nos manuscritos anteriores do Offices of Spirits que ele conhece.

Isso significa que:

nome do espírito

e

selo hoje associado ao espírito

podem possuir histórias de transmissão diferentes.

Essa é exatamente a espécie de distinção que faremos nos artigos individuais.

Os sigilos são “assinaturas dos demônios”?

Essa expressão é popular.

Mas historicamente é melhor falar:

selo;

caráter;

marca ritual.

Chamar automaticamente cada desenho de:

“assinatura pessoal deixada pela entidade”

já implica uma interpretação espiritual específica.

O grimório utiliza o selo dentro de uma operação ritual.

A metafísica que atribuímos a ele depende da tradição posterior.

Por que as aparências dos espíritos são tão estranhas?

Um rei com três cabeças.

Um homem montado num crocodilo.

Um leão.

Um pássaro.

Um cavalo que assume forma humana.

Um homem segurando uma serpente.

Seres compostos por:

animais;

humanos;

armas;

instrumentos;

fogo.

É fácil imaginar essas descrições como se o grimório fosse:

um manual zoológico do Inferno.

Mas essa não é necessariamente a maneira mais produtiva de estudá-las.

As aparências podem funcionar em diferentes níveis.

Como linguagem visionária

A descrição registra a forma tradicional atribuída à manifestação.

Como simbolismo

Os animais e objetos podem carregar significados culturais.

Como convenção grimorial

Características ajudam a identificar e diferenciar espíritos dentro do catálogo.

Como material para releitura posterior

Ocultistas modernos transformam as imagens em sistemas simbólicos muito mais extensos.

Nos artigos individuais precisamos deixar claro:

qual interpretação pertence a qual época.

Não devemos inventar a origem antiga de cada nome

Esse é um problema recorrente em sites sobre Demonologia.

Um nome desconhecido aparece.

Então alguém tenta ligá-lo imediatamente a:

Egito;

Suméria;

Babilônia;

Grécia;

Cananeus;

Hebraico.

Às vezes existem relações históricas realmente sustentáveis.

Por exemplo:

Astaroth possui uma história particularmente relevante dentro do processo de transformação de nomes religiosos anteriores.

Belial possui longa história textual anterior à Goétia.

Outros nomes podem possuir paralelos plausíveis.

Mas em vários casos:

não sabemos a etimologia com segurança.

Nesse caso, escreveremos:

“a origem permanece incerta.”

Isso é melhor do que inventar uma divindade antiga para preencher a lacuna.

Não atribua Jung a todos os 72 sem evidência

Outro cuidado editorial importante.

Podemos produzir:

interpretações psicológicas contemporâneas.

Mas não deveríamos escrever:

“Segundo Carl Jung, este daemon representa…”

se Jung nunca escreveu sobre aquela entidade.

Podemos dizer:

“Em uma leitura inspirada na psicologia analítica, podemos interpretar…”

Essa diferença protege a credibilidade do site.

A interpretação continua interessante.

Mas sua autoria fica clara.

Como o Templo estudará cada espírito

A partir deste hub, nossos artigos individuais seguirão um padrão.

1. Identificação

Número;

nome;

variantes;

posição;

hierarquia.

2. Fonte grimorial

O que a Ars Goetia realmente afirma.

3. Fontes anteriores

Weyer;

Scot;

outros catálogos;

quando aplicável.

4. História do nome

Apenas quando houver evidência.

5. Aparência tradicional

Sem transformar a descrição automaticamente em fato físico.

6. Atribuições

Separando o texto clássico de correspondências modernas.

7. Variações

Quando manuscritos ou autores discordarem.

8. Recepção moderna

Ocultismo;

Demonolatria;

Luciferianismo;

cultura esotérica.

9. Perspectiva do Templo de Lúcifer

Nossa própria leitura, claramente identificada como contemporânea.

Esse será o padrão editorial do cluster.

Os 72 Daemons da Ars Goetia: lista completa

A tabela abaixo resume a posição, a hierarquia e algumas das principais atribuições textuais tradicionalmente associadas a cada espírito na Ars Goetia.

Ela não substitui os artigos individuais.

Sua função é:

navegação.

1 — Bael

Hierarquia: Rei
Atribuição tradicional resumida: invisibilidade.
Forma descrita: pode aparecer sob formas humanas e animais.
Estudo: Bael — artigo completo.

2 — Agares

Hierarquia: Duque
Atribuições: línguas, fugitivos, movimento, dignidades e terremotos.
Estudo: Agares — artigo completo.

3 — Vassago

Hierarquia: Príncipe
Atribuições: revelar coisas passadas e futuras e localizar coisas ocultas ou perdidas.
Observação: não ocupa o mesmo lugar no catálogo de Weyer.
Estudo: Vassago — artigo completo.

4 — Samigina / Gamigin

Hierarquia: Marquês
Atribuições: ciências liberais e assuntos relacionados às almas dos mortos.
Estudo: Samigina — artigo completo.

5 — Marbas

Hierarquia: Presidente
Atribuições: coisas ocultas, doença e cura, artes mecânicas e transformação.
Estudo: Marbas — artigo completo.

6 — Valefor

Hierarquia: Duque
Atribuição característica: familiaridade acompanhada, no texto, de uma advertência relacionada ao roubo.
Estudo: Valefor — artigo completo.

7 — Amon / Aamon

Hierarquia: Marquês
Atribuições: passado e futuro, reconciliação e relações.
Estudo: Amon — artigo completo.

8 — Barbatos

Hierarquia: Duque
Atribuições: compreender sons de animais, descobrir tesouros, conhecer passado e futuro e reconciliar pessoas.
Estudo: Barbatos — artigo completo.

9 — Paimon

Hierarquia: Rei
Atribuições: artes, ciências, conhecimentos secretos, dignidades e outros ensinamentos.
Estudo: Paimon — artigo completo.

10 — Buer

Hierarquia: Presidente
Atribuições: filosofia, ciências, propriedades de plantas e cura.
Estudo: Buer — artigo completo.

11 — Gusion / Gusoin

Hierarquia: Duque
Atribuições: respostas sobre assuntos passados, presentes e futuros, reconciliação e honra.
Estudo: Gusion — artigo completo.

12 — Sitri

Hierarquia: Príncipe
Atribuições: desejo e atração entre pessoas.
Estudo: Sitri — artigo completo.

13 — Beleth

Hierarquia: Rei
Atribuição principal: amor.
Estudo: Beleth — artigo completo.

14 — Leraje / Leraye

Hierarquia: Marquês
Atribuições: conflito, batalha e ferimentos tradicionalmente associados a flechas.
Estudo: Leraje — artigo completo.

15 — Eligos / Eligor

Hierarquia: Duque
Atribuições: coisas ocultas, guerras, acontecimentos futuros e favor de pessoas importantes.
Estudo: Eligos — artigo completo.

16 — Zepar

Hierarquia: Duque
Atribuições: relações amorosas e, no texto tradicional, esterilidade.
Estudo: Zepar — artigo completo.

17 — Botis

Hierarquia: Presidente e Conde
Atribuições: passado, futuro e reconciliação entre amigos e inimigos.
Estudo: Botis — artigo completo.

18 — Bathin

Hierarquia: Duque
Atribuições: propriedades de ervas e pedras e transporte entre lugares.
Estudo: Bathin — artigo completo.

19 — Sallos / Saleos

Hierarquia: Duque
Atribuição principal: relações amorosas.
Estudo: Sallos — artigo completo.

20 — Purson

Hierarquia: Rei
Atribuições: coisas ocultas, tesouros, passado, presente e futuro e questões sobre a criação.
Estudo: Purson — artigo completo.

21 — Marax / Morax

Hierarquia: Conde e Presidente
Atribuições: astronomia, ciências liberais, propriedades de ervas e pedras.
Estudo: Marax — artigo completo.

22 — Ipos

Hierarquia: Conde e Príncipe
Atribuições: passado e futuro e qualidades relacionadas a inteligência e coragem.
Estudo: Ipos — artigo completo.

23 — Aim / Aym

Hierarquia: Duque
Atribuições: conhecimento de assuntos privados e imagens ligadas a fogo e destruição.
Estudo: Aim — artigo completo.

24 — Naberius

Hierarquia: Marquês
Atribuições: artes, ciências, retórica e restauração de honra ou dignidades.
Estudo: Naberius — artigo completo.

25 — Glasya-Labolas

Hierarquia: Presidente e Conde
Atribuições: artes e ciências, passado e futuro, relações e invisibilidade; a descrição tradicional também contém aspectos violentos.
Estudo: Glasya-Labolas — artigo completo.

26 — Bune / Bime

Hierarquia: Duque
Atribuições: eloquência, riqueza, respostas e assuntos relacionados aos mortos.
Estudo: Bune — artigo completo.

27 — Ronove / Ronové

Hierarquia: Marquês e Conde
Atribuições: retórica, línguas e relações de serviço ou favor.
Estudo: Ronove — artigo completo.

28 — Berith

Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, dignidades e transformação de metais em determinadas versões da tradição.
Estudo: Berith — artigo completo.

29 — Astaroth

Hierarquia: Duque
Atribuições: respostas sobre passado, presente e futuro, segredos e ciências.
Estudo: Astaroth — artigo completo.

30 — Forneus

Hierarquia: Marquês
Atribuições: retórica, línguas, reputação e relações sociais.
Estudo: Forneus — artigo completo.

31 — Foras

Hierarquia: Presidente
Atribuições: propriedades de plantas e pedras, lógica, ética, eloquência, longevidade e tesouros.
Estudo: Foras — artigo completo.

32 — Asmoday / Asmodeus

Hierarquia: Rei
Atribuições: aritmética, astronomia, geometria, artes e conhecimentos diversos.
Estudo: Asmoday — artigo completo.

33 — Gaap

Hierarquia: Presidente e Príncipe
Atribuições: filosofia, ciências, relações, respostas e transporte.
Estudo: Gaap — artigo completo.

34 — Furfur

Hierarquia: Conde
Atribuições: relações amorosas, tempestades, trovões e respostas sobre assuntos secretos ou divinos.
Estudo: Furfur — artigo completo.

35 — Marchosias

Hierarquia: Marquês
Atribuições: combate e respostas a perguntas.
Estudo: Marchosias — artigo completo.

36 — Stolas

Hierarquia: Príncipe
Atribuições: astronomia e propriedades de ervas e pedras preciosas.
Estudo: Stolas — artigo completo.

37 — Phenex / Phoenix

Hierarquia: Marquês
Atribuições: ciências e poesia.
Estudo: Phenex — artigo completo.

38 — Halphas

Hierarquia: Conde
Atribuições: construções militares, armas e guerra.
Estudo: Halphas — artigo completo.

39 — Malphas

Hierarquia: Presidente
Atribuições: construção de estruturas, conhecimento dos planos dos inimigos e obtenção de auxiliares.
Estudo: Malphas — artigo completo.

40 — Raum

Hierarquia: Conde
Atribuições: obtenção de tesouros, destruição de dignidades, conhecimento do passado e futuro e reconciliação.
Estudo: Raum — artigo completo.

41 — Focalor

Hierarquia: Duque
Atribuições: ventos, águas, navios e perigos relacionados ao mar.
Estudo: Focalor — artigo completo.

42 — Vepar

Hierarquia: Duque
Atribuições: águas, navios e ferimentos descritos no texto tradicional.
Estudo: Vepar — artigo completo.

43 — Sabnock / Sabnac

Hierarquia: Marquês
Atribuições: fortalezas, armas e ferimentos.
Estudo: Sabnock — artigo completo.

44 — Shax

Hierarquia: Marquês
Atribuições: perda temporária de percepção ou compreensão, retirada de objetos e descoberta de coisas ocultas.
Estudo: Shax — artigo completo.

45 — Vine / Viné

Hierarquia: Rei e Conde
Atribuições: descobrir coisas ocultas, identificar práticas mágicas e construir ou destruir estruturas.
Estudo: Vine — artigo completo.

46 — Bifrons

Hierarquia: Conde
Atribuições: astrologia, geometria, propriedades de materiais e assuntos relacionados aos mortos e sepulturas.
Estudo: Bifrons — artigo completo.

47 — Vual / Uvall / Voval

Hierarquia: Duque
Atribuições: relações, amizade e conhecimento do passado, presente e futuro.
Estudo: Vual — artigo completo.

48 — Haagenti

Hierarquia: Presidente
Atribuições: sabedoria e transformações simbólicas ou materiais, incluindo líquidos e metais na descrição tradicional.
Estudo: Haagenti — artigo completo.

49 — Crocell / Procel

Hierarquia: Duque
Atribuições: geometria, ciências, sons e águas.
Estudo: Crocell — artigo completo.

50 — Furcas

Hierarquia: Cavaleiro
Atribuições: filosofia, astrologia, retórica, lógica e diferentes artes divinatórias descritas na tradição.
Estudo: Furcas — artigo completo.

51 — Balam

Hierarquia: Rei
Atribuições: passado, presente e futuro, inteligência e invisibilidade.
Estudo: Balam — artigo completo.

52 — Alloces / Allocer

Hierarquia: Duque
Atribuições: astronomia, ciências e auxiliares espirituais.
Estudo: Alloces — artigo completo.

53 — Caim / Camio

Hierarquia: Presidente
Atribuições: compreensão de vozes de animais e águas, respostas sobre o futuro e argumentação.
Estudo: Caim — artigo completo.

54 — Murmur

Hierarquia: Duque e Conde
Atribuições: filosofia e assuntos relacionados aos espíritos dos mortos.
Estudo: Murmur — artigo completo.

55 — Orobas

Hierarquia: Príncipe
Atribuições: passado, presente e futuro, dignidades, favor, assuntos religiosos e respostas consideradas fiéis no texto.
Estudo: Orobas — artigo completo.

56 — Gremory / Gamori

Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, tesouros e relações amorosas.
Estudo: Gremory — artigo completo.

57 — Ose / Oso

Hierarquia: Presidente
Atribuições: ciências, conhecimentos secretos e transformação da percepção ou identidade na descrição tradicional.
Estudo: Ose — artigo completo.

58 — Amy

Hierarquia: Presidente
Atribuições: astrologia, ciências, auxiliares e tesouros.
Estudo: Amy — artigo completo.

59 — Orias / Oriax

Hierarquia: Marquês
Atribuições: astrologia, mansões planetárias, transformação, dignidades e favor.
Estudo: Orias — artigo completo.

60 — Vapula / Naphula

Hierarquia: Duque
Atribuições: artes manuais, profissões, filosofia e ciências.
Estudo: Vapula — artigo completo.

61 — Zagan

Hierarquia: Rei e Presidente
Atribuições: inteligência e transformações de substâncias descritas simbolicamente no texto.
Estudo: Zagan — artigo completo.

62 — Valac / Volac

Hierarquia: Presidente
Atribuições: tesouros e serpentes.
Estudo: Valac — artigo completo.

63 — Andras

Hierarquia: Marquês
Atribuição tradicional: discórdia; sua descrição é uma das mais abertamente violentas do catálogo.
Estudo: Andras — artigo completo.

64 — Haures / Flauros

Hierarquia: Duque
Atribuições: passado, presente e futuro, assuntos divinos e enfrentamento de adversários.
Estudo: Haures — artigo completo.

65 — Andrealphus

Hierarquia: Marquês
Atribuições: geometria, astronomia, mensuração e transformação.
Estudo: Andrealphus — artigo completo.

66 — Cimejes / Kimaris

Hierarquia: Marquês
Atribuições: gramática, lógica, retórica, descoberta de coisas ocultas ou perdidas e qualidades guerreiras.
Estudo: Cimejes — artigo completo.

67 — Amdusias / Amducious

Hierarquia: Duque
Atribuições: música, instrumentos e movimentos associados a árvores na descrição tradicional.
Estudo: Amdusias — artigo completo.

68 — Belial

Hierarquia: Rei
Atribuições: dignidades, cargos, favor e auxiliares.
Observação: Belial possui uma história textual muito anterior à Ars Goetia e merece análise histórica independente.
Estudo: Belial — artigo completo.

69 — Decarabia

Hierarquia: Marquês
Atribuições: propriedades de aves, ervas e pedras.
Estudo: Decarabia — artigo completo.

70 — Seere / Sear

Hierarquia: Príncipe
Atribuições: movimento rápido, transporte, abundância, coisas ocultas e recuperação de objetos.
Observação: não aparece da mesma maneira no catálogo de Weyer.
Estudo: Seere — artigo completo.

71 — Dantalion

Hierarquia: Duque
Atribuições: artes e ciências, pensamentos, mudança de disposições, relações e visões.
Observação: não integra o catálogo de Weyer da mesma maneira.
Estudo: Dantalion — artigo completo.

72 — Andromalius

Hierarquia: Conde
Atribuições: identificar ladrões e objetos roubados, revelar ações ocultas, punição e tesouros escondidos.
Observação: é o último espírito da sequência da Ars Goetia e não aparece no catálogo de Weyer da mesma maneira.
Estudo: Andromalius — artigo completo.

Como usar esta lista

Esta página não deve funcionar como:

72 miniartigos colocados um abaixo do outro.

Essa era uma limitação do formato anterior.

A função daqui para frente é outra.

Ao clicar no nome de:

Bael;

Paimon;

Forneus;

Vual;

Orobas;

Dantalion

ou outro espírito, o leitor deverá chegar ao:

artigo individual.

Lá estará:

história;

fontes anteriores;

variações;

aparência;

atribuições completas;

análise crítica;

recepção moderna;

perspectiva luciferiana.

Assim criamos uma biblioteca:

Hub → espírito individual → Hub.

Organização dos 72 por hierarquia

Outra maneira de estudar o catálogo é agrupá-lo segundo os títulos tradicionais.

Reis

Entre os espíritos tradicionalmente classificados como reis estão:

Bael;

Paimon;

Beleth;

Purson;

Asmoday;

Vine;

Balam;

Zagan;

Belial.

Observe que Vine e Zagan também aparecem com outros títulos em classificações tradicionais.

Duques

A categoria inclui um número particularmente grande de espíritos, como:

Agares;

Valefor;

Barbatos;

Gusion;

Eligos;

Zepar;

Bathin;

Sallos;

Aim;

Bune;

Berith;

Astaroth;

Focalor;

Vepar;

Vual;

Crocell;

Alloces;

Murmur;

Gremory;

Vapula;

Haures;

Amdusias;

Dantalion.

Murmur possui também título de Conde.

Príncipes

Entre eles:

Vassago;

Sitri;

Ipos;

Gaap;

Stolas;

Orobas;

Seere.

Ipos e Gaap também possuem títulos adicionais.

Marqueses

Incluem:

Samigina;

Amon;

Leraje;

Naberius;

Ronove;

Forneus;

Marchosias;

Phenex;

Sabnock;

Shax;

Orias;

Andras;

Andrealphus;

Cimejes;

Decarabia.

Presidentes

Incluem:

Marbas;

Buer;

Botis;

Marax;

Glasya-Labolas;

Foras;

Gaap;

Malphas;

Haagenti;

Caim;

Ose;

Amy;

Zagan;

Valac.

Alguns acumulam outro título.

Condes

Entre os espíritos apresentados como condes ou earls encontramos:

Botis;

Marax;

Ipos;

Ronove;

Furfur;

Halphas;

Raum;

Vine;

Bifrons;

Murmur;

Andromalius.

Novamente:

a sobreposição mostra por que não devemos interpretar a hierarquia como uma planilha administrativa moderna.

Cavaleiro

A lista possui uma posição particularmente singular:

Furcas.

Ele é tradicionalmente descrito como:

Knight — Cavaleiro.

O que as atribuições realmente significam?

Quando o texto diz que um espírito:

“ensina todas as ciências”;

“faz alguém invisível”;

“transforma metais”;

“revela o futuro”;

“descobre tesouros”;

“reconcilia amigos”,

temos pelo menos três maneiras de ler.

Leitura histórica

É aquilo que o grimório atribui ao espírito dentro de sua cosmologia.

Leitura praticante

Uma pessoa pode considerar essas faculdades poderes espirituais literais.

Leitura simbólica

Outra pessoa pode interpretá-las psicologicamente ou filosoficamente.

As três leituras não devem ser misturadas sem identificação.

Não transforme interpretação moderna em tradução do grimório

Imagine que um artigo diga:

“Orobas é o daemon da integridade interior.”

Isso pode ser uma interpretação luciferiana interessante.

Mas se a Ars Goetia não utiliza essa expressão, devemos escrever:

“Na interpretação do Templo de Lúcifer, a fidelidade atribuída a Orobas permite uma leitura relacionada à integridade.”

Agora sabemos:

de onde surgiu a interpretação.

Essa transparência será um dos principais diferenciais desta biblioteca.

Os 72 podem ser organizados por “poderes”?

Podemos criar grupos temáticos modernos para facilitar a navegação.

Mas precisamos deixar claro:

essas categorias são editoriais.

A Ars Goetia não possui necessariamente capítulos chamados:

“demônios do conhecimento”;

“demônios do dinheiro”;

“demônios do amor”.

Nós é que agrupamos atribuições semelhantes.

Conhecimento e ciências

Espíritos frequentemente associados no texto a algum tipo de conhecimento incluem:

Paimon;

Buer;

Marax;

Naberius;

Foras;

Asmoday;

Gaap;

Stolas;

Phenex;

Furcas;

Alloces;

Amy;

Vapula;

Dantalion.

Mas suas atribuições são diferentes.

Não existe um único “daemon da sabedoria” que substitua todos os demais.

Passado, presente e futuro

Vários espíritos recebem atribuições relacionadas ao conhecimento temporal, entre eles:

Vassago;

Amon;

Barbatos;

Gusion;

Botis;

Purson;

Astaroth;

Gaap;

Orobas;

Gremory;

Haures.

Novamente:

as descrições não são idênticas.

Relações e reconciliação

Atribuições ligadas a relações aparecem em diferentes espíritos:

Amon;

Barbatos;

Sitri;

Beleth;

Zepar;

Botis;

Sallos;

Forneus;

Furfur;

Vual;

Gremory.

Isso não significa que todos possuam exatamente:

a mesma função.

O artigo individual mostrará as diferenças.

Tesouros e coisas escondidas

Essa categoria pode incluir:

Barbatos;

Purson;

Bune;

Foras;

Astaroth;

Vine;

Gremory;

Amy;

Valac;

Seere;

Andromalius.

Em alguns casos:

“tesouro”

pode aparecer literalmente na fonte.

Em releituras posteriores torna-se frequentemente metáfora para:

oportunidade;

recursos;

conhecimento interior.

Essas duas camadas precisam permanecer distintas.

Astronomia, astrologia e estrelas

Atribuições relacionadas aparecem especialmente em:

Marax;

Stolas;

Amy;

Orias;

Furcas;

Andrealphus;

Alloces.

A fronteira histórica entre:

astronomia;

astrologia;

filosofia natural

não corresponde exatamente à divisão científica contemporânea.

Isso também precisa ser considerado ao traduzir o texto.

Ervas, pedras e propriedades naturais

Entre os espíritos ligados a esse campo encontramos:

Bathin;

Marax;

Stolas;

Foras;

Alloces;

Decarabia.

Esse aspecto mostra que o catálogo da Goétia não fala apenas de:

conflito;

maldição;

dominação.

Ele inclui também áreas ligadas ao conhecimento natural da época.

Guerra e conflito

Algumas descrições possuem conteúdo explicitamente militar ou violento:

Leraje;

Eligos;

Halphas;

Andras;

Focalor;

Marchosias;

Glasya-Labolas.

Não precisamos romantizar esses trechos.

Também não precisamos apagá-los.

Uma edição séria registra:

o que a fonte realmente diz.

A Goétia é perigosa?

Essa pergunta costuma misturar várias coisas.

Do ponto de vista histórico, estamos estudando um texto de:

magia ritual.

Do ponto de vista espiritual, diferentes tradições possuem crenças diferentes sobre riscos.

Do ponto de vista psicológico e prático, qualquer prática que leve alguém a:

medo intenso;

compulsão;

perda de sono;

isolamento;

interpretação constante de ameaças;

abandono de responsabilidades

merece ser interrompida e reavaliada.

Esta página, porém, possui finalidade:

histórica, educacional e bibliográfica.

Ela não existe para induzir o leitor a realizar operações que não compreende.

Estudar não é a mesma coisa que praticar

Você pode estudar:

Goétia;

Demonologia;

grimórios

durante anos sem realizar uma única evocação.

Essa distinção é importante.

Conhecer:

o texto;

a história;

os manuscritos;

os símbolos

não exige assumir imediatamente uma prática religiosa ou mágica.

Para iniciantes:

estudo antes de operação

é uma escolha perfeitamente legítima.

Invocação e evocação são a mesma coisa?

No uso moderno, frequentemente é feita uma distinção:

evocação — chamar uma entidade para uma manifestação externa;

invocação — chamar para dentro ou buscar identificação/comunhão.

Mas a terminologia histórica não é uniforme em todos os textos e épocas.

Portanto, devemos evitar tratar definições contemporâneas rígidas como se fossem leis linguísticas universais.

Quando analisamos um grimório:

é melhor observar exatamente:

qual verbo a fonte utiliza

e:

qual operação descreve.

Ars Goetia e Demonolatria são a mesma coisa?

Não.

A Ars Goetia pertence originalmente a uma tradição de:

conjuração;

controle;

autoridade ritual.

Demonolatria contemporânea pode estabelecer com determinadas entidades uma relação:

devocional;

religiosa;

de veneração;

de respeito.

São estruturas diferentes.

Uma pessoa moderna pode combinar elementos dos dois sistemas.

Mas historicamente:

não são a mesma tradição.

Ars Goetia e Satanismo são a mesma coisa?

Não.

O Satanismo moderno possui uma história própria.

Alguns satanistas podem estudar Goétia.

Outros não.

O fato de ambos utilizarem figuras que a cultura cristã classificou como demoníacas não torna:

Satanismo

e

Goétia

sinônimos.

Ars Goetia e Luciferianismo são a mesma coisa?

Também não.

No Templo de Lúcifer, podemos estudar os Daemons através de uma perspectiva luciferiana contemporânea.

Mas fazemos isso conscientemente.

Não afirmamos:

“O autor original da Ars Goetia era luciferiano.”

Nossa leitura é:

recepção contemporânea.

Baphomet está entre os 72?

Não.

Baphomet não aparece como um dos 72 espíritos tradicionais da Ars Goetia.

Isso é uma confusão relativamente frequente porque:

Baphomet;

Goétia;

Satanismo;

Luciferianismo

circulam hoje nos mesmos ambientes esotéricos.

Historicamente possuem origens diferentes.

Para Baphomet, consulte nossos dois estudos específicos:

Baphomet: Origem do Termo

e

Baphomet: Símbolo da Dualidade Universal.

Lúcifer está entre os 72?

Também não como uma das 72 entradas numeradas.

Isso não significa que Lúcifer não apareça em outras:

demonologias;

hierarquias;

sistemas esotéricos.

Significa apenas que:

Lúcifer não é o espírito número 73 nem uma das entradas dos 72 da Ars Goetia.

Mais uma vez:

não devemos misturar catálogos diferentes.

Satanás está entre os 72?

Não como uma das 72 entradas numeradas da Ars Goetia.

Satanás possui uma história religiosa e demonológica própria.

Da mesma forma:

Diabo;

Lúcifer;

Baphomet;

Leviatã

não devem ser colocados automaticamente na lista dos 72.

Belial está entre os 72?

Sim.

Belial ocupa tradicionalmente a posição:

68.

Mas isso não significa que Belial tenha surgido dentro da Ars Goetia.

O nome possui história textual muito anterior.

Esse será um exemplo importante de nosso método:

espírito presente na Goétia ≠ espírito criado pela Goétia.

Astaroth foi criada pela Goétia?

Também não é uma boa formulação.

Astaroth aparece em demonologias anteriores ao Lemegeton e sua história precisa ser investigada separadamente.

Assim como Belial, demonstra que:

o catálogo goético reúne materiais com:

idades históricas diferentes.

Paimon tem origem antiga?

Essa é justamente a espécie de questão em que precisamos evitar respostas apressadas.

Existem muitas teorias modernas sobre:

Paimon;

Agares;

Stolas;

Vassago

e outros nomes.

Algumas tentam encontrar correspondências em culturas antigas.

Mas:

sem documentação suficiente, teoria etimológica não deve virar fato.

O artigo de Paimon precisará separar:

o que sabemos;

o que é hipótese;

o que é tradição contemporânea.

O mesmo vale para todos os 72

Nosso compromisso editorial será:

Se existe fonte:

mostrar.

Se existe hipótese:

identificar.

Se existe debate:

explicar.

Se não sabemos:

dizer.

Essa regra pode parecer menos espetacular do que:

“descobrimos o verdadeiro deus sumério secreto por trás deste daemon.”

Mas produz uma biblioteca muito mais confiável.

O problema das correspondências modernas

Planeta.

Metal.

Cor.

Incenso.

Dia da semana.

Tarô.

Qliphoth.

Anjo oposto.

Decanato.

Zodíaco.

Elemento.

Direção.

É comum encontrar tabelas enormes atribuindo tudo isso aos 72.

Algumas correspondências possuem base em sistemas históricos.

Outras foram:

criadas;

reorganizadas;

padronizadas

por ocultistas modernos.

Nos artigos individuais não escreveremos simplesmente:

“Correspondência: planeta X.”

Vamos perguntar:

“Segundo qual sistema?”

Essa única pergunta aumenta enormemente a qualidade da pesquisa.

Mathers e Crowley

Outra etapa decisiva da história moderna da Goétia ocorre no final do século XIX e início do XX.

Samuel Liddell MacGregor Mathers trabalhou numa edição do texto.

Posteriormente, Aleister Crowley editou e publicou The Book of the Goetia of Solomon the King em 1904.

Essa publicação teve enorme influência sobre a circulação moderna da Goétia.

Mas precisamos novamente separar:

manuscrito

de

edição moderna.

Mathers e Crowley não são os autores originais do Lemegeton.

Eles pertencem à:

história da edição e recepção moderna.

Por que comparar diferentes edições?

Porque pequenas diferenças podem alterar:

nome;

posição;

descrição;

número de legiões;

selo.

Um exemplo simples é:

Samigina / Gamigin.

Outro:

Marax / Morax.

Outro:

Vual / Uvall / Voval.

Outro:

Haures / Flauros.

Essas variantes não são apenas curiosidades.

Elas revelam a maneira como textos mágicos foram:

copiados;

traduzidos;

corrigidos;

corrompidos;

reorganizados.

O nome “correto” de cada Daemon existe?

Em alguns casos existe uma forma predominante.

Mas dizer que uma única grafia moderna seja:

“o nome secreto original absolutamente correto”

pode ser impossível.

Se manuscritos diferentes preservam:

formas diferentes,

precisamos registrar:

as variantes.

Por isso nossos títulos individuais podem utilizar:

nome principal + principais variantes.

Exemplo:

Vual, Uvall, Uvuall ou Voval

Isso ajuda:

o pesquisador;

o leitor;

e também a busca orgânica.

A perspectiva do Templo de Lúcifer

Até aqui procuramos trabalhar com:

fontes;

história;

estrutura textual.

Agora podemos falar da nossa própria perspectiva.

No Templo de Lúcifer, entendemos que estudar os Daemons pode ser mais intelectualmente rico quando evitamos dois extremos.

Primeiro extremo

“Tudo é literalmente exatamente como o grimório diz e não pode ser interpretado.”

Segundo extremo

“A história não importa; posso inventar qualquer significado.”

Preferimos uma terceira abordagem:

CONHECER A FONTE ANTES DE REINTERPRETÁ-LA.

Isso significa:

ler o grimório;

comparar versões;

investigar nomes;

identificar acréscimos posteriores;

depois construir uma leitura contemporânea.

Daemon como símbolo e como entidade

Não impomos neste hub uma única resposta metafísica.

Um praticante pode compreender determinado Daemon como:

entidade objetiva.

Outro como:

inteligência espiritual.

Outro como:

arquétipo.

Outro como:

estrutura simbólica.

Nosso trabalho editorial não é fingir que essas posições são idênticas.

É indicar:

quando estamos falando de documento

e:

quando estamos falando de interpretação.

A leitura luciferiana dos 72

Dentro de uma perspectiva luciferiana contemporânea, os Daemons podem ser estudados como figuras relacionadas a diferentes aspectos de:

conhecimento;

vontade;

conflito;

transformação;

desejo;

comunicação;

poder;

autoconhecimento.

Mas essas interpretações deverão ser apresentadas como:

leituras do Templo.

Não como frases colocadas falsamente na boca de Johann Weyer ou do compilador anônimo do Lemegeton.

Nosso princípio editorial para os 72

Podemos resumi-lo em seis perguntas.

1. O que a fonte diz?

Texto antes da interpretação.

2. Qual é a fonte mais antiga que encontramos?

Não assumir que a Goétia criou o nome.

3. Existem variantes?

Registrá-las.

4. O que foi acrescentado posteriormente?

Separar.

5. Como correntes contemporâneas interpretam?

Contextualizar.

6. Qual é a perspectiva do Templo?

Assumir nossa autoria.

Chamaremos essa abordagem de:

MÉTODO DAS SEIS CAMADAS DA GOÉTIA

Não é uma doutrina antiga.

É nossa metodologia editorial.

As Seis Camadas da Goétia

Camada 1 — Texto

O que o manuscrito ou edição diz.

Camada 2 — Transmissão

Como nome, posição e descrição variam.

Camada 3 — História

O que conseguimos localizar antes ou fora da Goétia.

Camada 4 — Correspondências

Quais sistemas posteriores acrescentaram associações.

Camada 5 — Recepção

Como ocultistas, demonólatras, satanistas, luciferianos e cultura popular reinterpretaram.

Camada 6 — Templo de Lúcifer

Nossa leitura filosófica ou espiritual contemporânea.

Essa estrutura será aplicada progressivamente aos 72 artigos.

Perguntas frequentes sobre os 72 Daemons

Quantos demônios existem na Ars Goetia?

A lista tradicional da Ars Goetia possui 72 espíritos.

A Pseudomonarchia Daemonum possui 72?

Não da mesma maneira. O catálogo de Weyer é normalmente contado como contendo 69 entradas e possui diferenças em relação à lista goética posterior.

Johann Weyer publicou a Pseudomonarchia em 1563?

A primeira edição de De Praestigiis Daemonum é de 1563, mas o catálogo Pseudomonarchia Daemonum foi acrescentado posteriormente e aparece na edição de 1577.

Quem escreveu a Ars Goetia?

Não conhecemos um autor único identificado. Ela pertence à compilação anônima do Lemegeton e utiliza materiais anteriores.

Salomão realmente escreveu a Ars Goetia?

Não existe evidência histórica de que o rei bíblico tenha escrito o manuscrito que conhecemos. A autoria salomônica pertence à tradição pseudepigráfica dos grimórios.

O que significa Ars Goetia?

É o nome dado à primeira parte do Lemegeton, dedicada ao catálogo e às operações relacionadas aos 72 espíritos.

Todos os 72 são demônios?

O próprio ambiente textual os apresenta dentro de uma demonologia cristã e salomônica. Correntes modernas podem reinterpretar sua natureza.

Daemon e demônio significam a mesma coisa?

Os termos possuem histórias diferentes. Neste site, “Daemon” também funciona como escolha editorial contemporânea; preservamos a terminologia específica quando analisamos documentos.

Todos possuem sigilo?

Na tradição da Ars Goetia, os 72 são associados a caracteres ou selos. Porém, os sigilos não aparecem da mesma maneira nas camadas anteriores do catálogo.

O que são as legiões?

São os grupos de espíritos subordinados que o texto atribui ao governo de cada entidade. Não possuímos base suficiente para convertê-las automaticamente em um número matemático exato de seres.

Qual é o Daemon mais poderoso da Goétia?

A própria pergunta é difícil. Existem reis e outras posições elevadas, mas o texto não fornece uma escala universal de “poder total” capaz de ranquear os 72 do mais forte ao mais fraco.

Paimon é o mais poderoso?

Paimon possui posição de Rei e grande destaque cultural moderno, mas isso não transforma automaticamente Paimon no “número 1 em poder”.

Quem é o primeiro Daemon?

Bael.

Quem é o último?

Andromalius.

Quem é o número 9?

Paimon.

Quem é o número 29?

Astaroth.

Quem é o número 32?

Asmoday.

Quem é o número 55?

Orobas.

Quem é o número 68?

Belial.

Quem é o número 71?

Dantalion.

Baphomet está entre os 72?

Não.

Lúcifer está entre os 72?

Não como entrada numerada.

Satanás está entre os 72?

Não como entrada numerada.

Belial está?

Sim, na posição 68.

Astaroth está?

Sim, na posição 29.

Asmodeus está?

Sim, sob a forma Asmoday/Asmodai, tradicionalmente na posição 32.

Stolas está?

Sim, na posição 36.

Orobas está?

Sim, na posição 55.

Os 72 têm anjos correspondentes?

Sistemas posteriores desenvolveram correspondências entre os 72 espíritos e os 72 nomes/anjos do Shem HaMephorash. Essas correspondências devem ser estudadas segundo a fonte específica que as utiliza.

Posso estudar Goétia sem praticá-la?

Sim. História da magia, religião e literatura grimorial podem ser estudadas sem participação ritual.

Dez erros frequentes ao estudar a Ars Goetia

Erro 1 — Achar que Salomão escreveu o manuscrito atual

A tradição atribui autoridade a Salomão.

Isso não equivale a autoria histórica comprovada.

Erro 2 — Chamar tudo de medieval

A tradição preservada do Lemegeton é posterior, embora utilize materiais mais antigos.

Erro 3 — Dizer que Weyer listou exatamente os mesmos 72

Não listou.

Erro 4 — Transformar toda etimologia proposta em fato

Sem documentação, permanece hipótese.

Erro 5 — Projetar correspondências modernas sobre o texto original

Planetas, cartas, cores e anjos precisam de fonte.

Erro 6 — Tratar todos os selos como se existissem desde a origem do nome

A história dos sigilos também precisa ser investigada.

Erro 7 — Chamar Baphomet de espírito goético

Baphomet não integra os 72.

Erro 8 — Chamar Lúcifer de “rei número zero da Goétia”

Isso pertence a sistemas modernos, não à lista tradicional dos 72.

Erro 9 — Atribuir interpretações psicológicas a Jung sem fonte

Podemos fazer leitura inspirada em Jung.

Não atribuir frases que ele nunca escreveu.

Erro 10 — Confundir estudo histórico com crença

Descrever aquilo que um grimório afirma não significa declarar aquilo como fato metafísico.

Como navegar nesta biblioteca

Esta página deve permanecer aberta como:

índice principal.

Se você está estudando:

Bael,

acesse o artigo de Bael.

Depois retorne ao hub.

Se deseja comparar:

Orobas;

Vassago;

Astaroth,

utilize esta lista para navegar.

Quanto mais artigos individuais forem atualizados, mais essa estrutura ganhará valor.

Estrutura ideal de links internos

Cada artigo individual deverá conter, próximo ao início:

Este espírito integra a lista dos 72 Daemons da Ars Goetia. Consulte o guia completo dos 72 espíritos.

E no final:

Voltar para: Os 72 Daemons da Ars Goetia.

O hub, por sua vez, apontará para:

todos os artigos individuais.

Assim construímos:

HUB → DAEMON → HUB

Essa estrutura ajuda:

o leitor;

a navegação;

a organização temática;

e os mecanismos de busca a compreenderem a relação entre as páginas.

Por que estamos reconstruindo toda a biblioteca?

Porque existe muita informação sobre Goétia na internet.

Mas grande parte dela mistura:

grimório;

TikTok;

Demonolatria;

Cabala;

Satanismo;

Luciferianismo;

psicologia;

videogame

como se tudo tivesse surgido junto.

Nosso objetivo é diferente.

Queremos que o leitor consiga identificar:

“Essa informação vem do Lemegeton.”

“Essa vem de Weyer.”

“Essa apareceu posteriormente.”

“Essa pertence a determinado ocultista.”

“Essa é interpretação do Templo.”

Essa capacidade de distinguir é mais valiosa do que simplesmente acumular:

72 nomes.

A Goétia como documento histórico

Mesmo uma pessoa que não acredita na existência objetiva dos espíritos pode estudar a Ars Goetia como documento importante para:

história da magia;

história do esoterismo;

demonologia;

religião;

cultura ocidental.

Ela mostra como diferentes gerações imaginaram:

espíritos;

autoridade;

conhecimento;

natureza;

poder;

religião.

Isso por si só já justifica seu estudo.

A Goétia como tradição viva

Ao mesmo tempo, seria incompleto fingir que a Ars Goetia existe apenas:

num museu.

Pessoas continuam:

estudando;

reinterpretando;

praticando;

produzindo arte;

criando novas correspondências

a partir desses espíritos.

Por isso nossa biblioteca precisa estudar:

o documento

e:

sua vida posterior.

Sem confundir os dois.

A perspectiva luciferiana não precisa apagar a origem cristã

Este princípio é especialmente importante.

Podemos construir uma leitura luciferiana contemporânea da Goétia.

Mas não precisamos afirmar falsamente que:

a Goétia sempre foi luciferiana.

Na realidade, compreender o ambiente cristão e salomônico original torna nossa releitura:

mais consciente.

Sabemos exatamente:

o que estamos preservando;

o que estamos rejeitando;

o que estamos reinterpretando.

Isso é autonomia intelectual.

O próximo estágio do projeto

Este hub é apenas a estrutura central.

A partir daqui, o projeto passa para os:

72 ARTIGOS INDIVIDUAIS

Cada um deverá tornar-se uma página de referência própria.

Começaremos pela ordem tradicional:

1. Bael

2. Agares

3. Vassago

4. Samigina

e assim sucessivamente até:

72. Andromalius.

Não precisaremos refazer todos do zero quando o conteúdo atual estiver bom.

Mas todos deverão passar pelo mesmo padrão de verificação.

Conclusão: os 72 não são uma lista — são uma biblioteca

Olhar para a Ars Goetia apenas como:

uma lista de demônios

é compreender apenas sua superfície.

Por trás dos nomes existe uma história.

Manuscritos.

Copistas.

Demonólogos.

Magos.

Traduções.

Erros.

Correções.

Reorganizações.

Símbolos.

Interpretações.

Bael não possui exatamente a mesma história de Belial.

Astaroth não possui necessariamente a mesma origem de Vassago.

Paimon não precisa ter surgido no mesmo ambiente de Andromalius.

Colocar os 72 numa sequência produziu:

um sistema.

Mas o sistema reuniu elementos que podem possuir histórias individuais muito diferentes.

É por isso que este projeto precisa de duas escalas.

A escala do conjunto

Este artigo.

Os 72.

A hierarquia.

A Ars Goetia.

O Lemegeton.

A escala individual

Cada Daemon.

Seu nome.

Suas fontes.

Sua história.

Sua transformação.

Somente quando estudamos as duas conseguimos compreender realmente o catálogo.

No Templo de Lúcifer, não queremos transformar os 72 em:

uma tabela de “poderes mágicos” copiada de dezenas de outros sites.

Queremos construir:

uma biblioteca de Demonologia documentada.

Uma biblioteca em que o leitor possa descobrir:

o que o grimório afirma;

o que fontes anteriores registram;

onde os manuscritos diferem;

quando uma associação surgiu;

o que continua desconhecido;

como diferentes tradições reinterpretaram;

e finalmente:

qual é nossa própria leitura.

É exatamente por isso que nossa primeira pergunta sobre qualquer Daemon não será:

“O que ele pode me dar?”

Será:

“O que realmente sabemos sobre ele?”

A segunda será:

“De onde sabemos?”

Somente depois virá:

“O que isso significa dentro de uma leitura contemporânea?”

Essa ordem muda tudo.

Transforma repetição em pesquisa.

Transforma nome em história.

Transforma uma lista de 72 entidades em:

72 investigações.

E transforma esta página na porta de entrada para todas elas.

Continue seus estudos

Bael na Ars Goetia
Primeiro espírito da sequência e primeiro estudo individual do projeto.

Agares na Ars Goetia
Segundo espírito e importante exemplo para comparação entre Goétia e Weyer.

Vassago na Ars Goetia
Particularmente interessante porque não integra da mesma forma o catálogo anterior da Pseudomonarchia.

Paimon na Ars Goetia
Um dos reis mais conhecidos da tradição e da cultura popular contemporânea.

Astaroth na Ars Goetia
Essencial para compreender como nomes com histórias religiosas anteriores entram na demonologia.

Orobas na Ars Goetia
Exemplo importante para comparar texto clássico e interpretação luciferiana contemporânea.

Belial na Ars Goetia
Fundamental para compreender a diferença entre a história de um nome antigo e sua posterior inclusão no catálogo goético.

Baphomet: Origem do Termo
Para entender por que Baphomet não deve ser confundido com os 72.

Baphomet: Símbolo da Dualidade Universal
Para compreender o Baphomet esotérico de Éliphas Lévi.

Por Onde Estudar Luciferianismo sem Cair em Desinformação
Para conhecer o método de avaliação de fontes utilizado neste projeto.

Fontes e bibliografia essencial

Lemegeton Clavicula Salomonis — Ars Goetia.

Fonte primária central para o catálogo dos 72 espíritos.

Os manuscritos preservam variações importantes, por isso recomendamos comparação textual em vez de depender exclusivamente de uma única edição moderna.

British Library — Sloane MS 3825.

Um dos principais testemunhos manuscritos utilizados por pesquisadores e editores modernos para reconstruir a tradição do Lemegeton.

Peterson, Joseph H. — edição e transcrição do Lemegeton / Ars Goetia.

Particularmente importante por comparar manuscritos, indicar variantes e relacionar o catálogo da Goétia a fontes anteriores.

Weyer, Johann. — Pseudomonarchia Daemonum. 1577.

Fonte indispensável para compreender o catálogo anterior que contribuiu decisivamente para a formação da lista posteriormente encontrada na Ars Goetia.

Scot, Reginald. — The Discoverie of Witchcraft. 1584.

Importante para a transmissão inglesa do material demonológico de Weyer que influenciaria o desenvolvimento posterior da tradição goética.

Mathers, S. L. MacGregor; Crowley, Aleister. — The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King. 1904.

Edição extremamente influente na recepção moderna da Ars Goetia. Deve ser estudada como edição moderna e não confundida com o manuscrito original do Lemegeton.

Peterson, Joseph H., ed. — The Lesser Key of Solomon.

Uma das referências modernas mais importantes para estudo crítico do conjunto do Lemegeton e de sua tradição manuscrita.

Compartilhe no:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no Bluesky(abre em nova janela) Bluesky
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
  • Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr
  • Compartilhar no Nextdoor(abre em nova janela) Nextdoor
  • Compartilhar no Mastodon(abre em nova janela) Mastodon
  • Compartilhar no Threads(abre em nova janela) Threads
  • Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
  • Compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) Pinterest
  • Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Compartilhar no Reddit(abre em nova janela) Reddit

Tags:

72 DaemonsdemoniosDeuses
Author

Emrys

Podem me chamar de Emrys. Sou mestre, licenciado e teólogo, além de pesquisador dedicado ao estudo das religiões, da filosofia, do simbolismo e das tradições esotéricas. Minha pesquisa concentra-se especialmente no Luciferianismo, na história das religiões, na demonologia, no ocultismo, na mitologia e nas diferentes interpretações históricas, religiosas, filosóficas e culturais associadas à figura de Lúcifer. Sou autor e pesquisador do Templo de Lúcifer, projeto dedicado à produção, organização e divulgação de estudos sobre o Luciferianismo e temas relacionados. Meu trabalho é desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica, análise histórica, comparação de fontes e estudo crítico de textos religiosos, filosóficos, acadêmicos e esotéricos. Uma das principais preocupações do meu trabalho é distinguir, sempre que possível, fatos historicamente documentados, tradições religiosas, interpretações teológicas, construções simbólicas, correntes esotéricas e leituras contemporâneas. Muitos dos temas abordados no Templo de Lúcifer são cercados por mitos, controvérsias, interpretações divergentes e informações sem fundamentação histórica; por isso, procuro apresentar cada assunto de forma contextualizada, crítica, acessível e fundamentada em fontes identificáveis. Minhas pesquisas abrangem textos, mitologias, sistemas religiosos e tradições da Antiguidade, da Idade Média e da Modernidade, assim como movimentos filosóficos, religiosos e esotéricos contemporâneos. Tenho especial interesse pelo desenvolvimento histórico do conceito de Lúcifer, pelas transformações de seu simbolismo ao longo dos séculos e pelas diferentes correntes que contribuíram para a formação do pensamento luciferiano moderno. No Templo de Lúcifer, produzo artigos, estudos, análises, guias e materiais de referência destinados a leitores, estudantes, pesquisadores e pessoas interessadas em compreender com maior profundidade o Luciferianismo, a história das religiões, a demonologia, o esoterismo e suas relações com a filosofia, a cultura, a literatura, a mitologia e os processos históricos que contribuíram para a formação dessas tradições. Meu objetivo é contribuir para a construção de uma biblioteca de referência em língua portuguesa sobre o Luciferianismo e seus campos de estudo relacionados, priorizando clareza conceitual, contextualização histórica, transparência quanto às fontes utilizadas e distinção entre documentação histórica, tradição religiosa e interpretação contemporânea.

Follow Me
Other Articles
Previous

Baphomet: Origem do Termo, Templários, História e o que as Fontes Realmente Dizem

Next

Em Nome de Lúcifer — Oração de Consciência, Responsabilidade e Transformação

No Comment! Be the first one.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Banners

Últimos artigos

  • Os muitos nomes de Set
  • AMMIT: A Temida Devoradora de Corações da Mitologia Egípcia
  • Maat: A Ordem Cósmica no Antigo Egito, seu Significado e a Pesagem do Coração
  • Amon, Rá e Ptah: o Mistério da Unidade Divina no Antigo Egito
  • Profecias, Sangue e Autoridade: Os Maiores Erros e Controvérsias das Testemunhas de Jeová
Banners

Categorias

  • 72 Daimon
  • Afirmações e Orações
  • Breviário
  • Demonologia e Goétia
  • Deuses
  • Egito
  • Experiências de Cipriano
  • Filosofia e Esoterismo
  • História das Religiões
  • Loja
  • Luciferianismo
  • Maçonaria
  • Mitologia
  • Objetos
  • Origens
  • Pactos
  • Práticas Luciferianas
  • Rituais
  • São Cipriano
  • Tarot
  • Templo

E-mail:

[email protected]

Twitter:

@altar_lucifer

TikTok:

@templodeluciferbr

Copyright 2026 — Templo de Lúcifer. All rights reserved.
[email protected]
DMCA.com Protection Status
Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao aceitar, você concorda com nossa política de privacidade. Saiba mais